Mostrando postagens com marcador Política Internacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política Internacional. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Lula diz que seria 'um avanço' se Obama vencesse as eleições no EUA

Presidente disse que não conhece 'muito bem' Obama ou McCain
Lula participa de viagem oficial a Cuba desde quinta-feira (30).

Jeferson Ribeiro Do G1, em Havana

Lula discursa após assinar acordos em Havana para prospecção de petróleo no Golfo do México (Foto: Adalberto Roque/ AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (31), durante o discurso de inauguração do 5º escritório de negócios no exterior da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em Havana (Cuba), que seria um avanço se o candidato Barack Obama vencesse as eleições para presidência dos EUA.

Segundo o presidente, ele não conhece "muito bem" Obama ou McCain. "Mas da mesma forma como o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia elegeu um índio, a Venezuela elegeu o Chávez e o Paraguai elegeu um bispo, seria um avanço cultural a vitória de um negro na maior economia do mundo", disse Lula.

"É claro que essa é uma decisão soberana do povo dos Estado Unidos. Mas há uma ponta de alegria na mentes silenciosas de cada um de nós se um negro for eleito nos Estados Unidos", concluiu o presidente brasileiro.

Lula participa de viagem oficial a Cuba desde quinta-feira (30). Ele deixa o país na tarde desta sexta-feira.

Leia mais notícias de Mundo

Lula encontra Fidel e diz que cubano está 'muito saudável mentalmente'

'Depois de meia hora parecia que eu é que estava doente', disse.
Fidel renunciou em fevereiro deste ano após 49 anos no poder em Cuba.

Jeferson Ribeiro Do G1, em Havana


O presidente Lula ao lado de imagem de Che Guevara durante visita oficial a Cuba (Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o ex-presidente cubano Fidel Castro nesta sexta-feira (31) antes de encerrar sua visita oficial a Cuba, iniciada na quinta-feira (30). O encontro de uma hora e meia foi reservado e aconteceu pouco antes do horário previsto para Lula retornar ao Brasil, às 17h.

O presidente disse que encontrou Fidel "muito saudável mentalmente". "Ele está com uma cabeça extraordinária e tão lúcido como sempre. Eu disse a ele quando cheguei que o tinha achado abatido. Depois de meia hora de conversa parecia que eu é que estava doente ", afirmou Lula.

Segundo o presidente, os dois conversaram sobre a crise financeira internacional e outros temas relacionados à América Latina e à América do Sul.

Durante a conversa, os dois concordaram que os países ricos devem resolver a crise financeira internacional. "A especulação não se deu na África ou na América Latina. A especulação se deu nos Estados Unidos e Na União Européia e portanto os países ricos não podem permitir que por sua irresponsabilidade os pobres paguem mais uma vez a conta", disse LUla pouco antes de embarcar para o Brasil.

Fidel Castro renunciou à Presidência de Cuba em fevereiro deste ano, após 49 anos no poder. Em seu lugar, assumiu seu irmão Rául Castro, que ocupava o Ministério da Defesa.

FIDEL CASTRO EM FOTOS

VEJA A TRAJETÓRIA DE FIDEL

Último líder histórico do comunismo, Fidel, de 81 anos, anunciou a renúncia após quase 19 meses de convalescença de uma grave doença de origem intestinal. Desde sua saída do poder, têm sido cada vez mais raras suas aparições.

Lula retorna ao Brasil depois de de assinar acordos na área de petróleo entre a Petrobras e a Cuba Petróleo. O contrato terá duração de 32 anos, sete deles destinados à prospecção, e 25 à produção.

Durante o discurso de inauguração do escritório de negócios da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex Brasil), em Havana, Lula disse que tem vontade de se banhar com o petróleo extraído da camada pré-sal.

“Eu tenho vontade de tomar banho de petróleo, mas o Gabrielli [Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras] disse que não pode porque tem muitos produtos químicos no petróleo cru. Mas eu ainda farei alguma coisa, porque é emocionante”, disse.

Leia mais notícias de Mundo

Leia mais notícias de Política

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Obama vence McCain em quatro Estados decisivos, diz pesquisa

Democrata está na frente em Colorado, Michigan, Minnesota e Wisconsin.
Candidatos têm centrado esforços para ganhar voto nos estados ditos 'oscilantes'.

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, venceria seu rival republicano, John McCain, em quatro Estados decisivos para as eleições presidenciais norte-americanas, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26).

Segundo os pesquisadores, o resultado pode apontar para uma ampla vitória de Obama na eleição de novembro.

O levantamento da Quinnipiac University mostrou que Obama vence McCain em Colorado, Michigan, Minnesota e Wisconsin, Estados que os estrategistas das campanhas incluem entre aqueles em que a disputa é mais acirrada e que podem ser determinantes para o resultado.

"Se estes números se mantiverem, será muito difícil o senador Obama não conquistar a Presidência por uma margem confortável", disse o diretor assistente da pesquisa, Peter Brown.

A sondagem indica que Obama lidera por 49% a 44% no Colorado, 48% a 42% em Michigan, 52% a 39% no Wisconsin e 54% a 37% em Minnesota. A margem de erro em cada Estado estava em torno de 2,6 pontos porcentuais para cima e para baixo.

A corrida presidencial dos EUA não é decidida pelo simples voto nas urnas, mas pela contagem dos chamados colégios eleitorais dos Estados onde cada candidato venceu. A populosa Califórnia, por exemplo, tem 55 colégios eleitorais, enquanto o Estado de Montana, que é escassamente povoado, possui três. Para vencer o candidato precisa ter um total de 270 colégios eleitorais.

Infográfico: Entenda como funcionam as eleições nos EUA

Ultimamente os candidatos têm dedicado a maior parte de sua campanha a um grupo de Estados "oscilantes" que podem se alinhar com qualquer um dos dois candidatos.

Uma pesquisa da Quinnipiac na semana passada mostrou que Obama vence McCain nos maiores Estados oscilantes: Ohio, Flórida e Pensilvânia.

Na pesquisa desta semana, Obama lidera com força entre as mulheres, minorias, eleitores independentes e jovens. McCain está na frente entre os homens no Colorado e os eleitores brancos no Michigan. Cerca de três quartos dos entrevistados disseram que já estão decididos.

Leia mais notícias sobre as Eleições nos EUA

Fonte:G1.globo.com

terça-feira, 24 de junho de 2008

Fidel diz apoiar políticas de Raúl Castro para melhorar situação de Cuba

Declarações foram feitas ao líder comunista chinês He Guoqiang.O ex-líder diz que usa seu tempo livre para analisar os problemas internacionais.
Saiba mais
» EUA aprovam, com reservas, decisão da UE de levantar sanções a Cuba
» UE finalmente suspende as sanções contra Cuba
» Fidel chama de "enorme hipocrisia" fim das sanções a Cuba
Fidel Castro disse nesta terça-feira (24) a um líder comunista chinês que apóia os "esforços" de seu irmão mais novo e atual presidente de Cuba, Raúl, para aumentar a produtividade do trabalho, da economia e da produção agrícola, destaca um comunicado oficial.
"Fidel avaliou os esforços da direção da revolução e, particularmente, do companheiro Raúl quanto à unidade, à produtividade do trabalho, ao aumento da produção agrícola e à economia, que são de grande importância", diz a nota divulgada pelo governo da ilha.
No sábado, no segundo de três artigos nos quais criticou a União Européia depois de esse bloco ter retirado as sanções impostas ao governo cubano em 2003, Fidel afirmou que não lidera uma "facção ou grupo" e que não existe uma divisão no Partido Comunista de Cuba.
O líder revolucionário, que completará 82 anos em 13 de agosto, se reuniu nesta terça com o secretário de Controle Disciplinar do Comitê Central do Partido Comunista da China, He Guoqiang, a quem disse que atualmente se dedica, sobretudo, a recolher informações, frisa o comunicado.
"O que eu faço? Coopero reunindo notícias e dados, fazendo análises sobre os problemas internacionais mais agudos, as quais forneço à direção do partido e do Estado", disse ao visitante, segundo o relato oficial.
"Disponho de tempo para recolher grande quantidade de informação, atividade à qual dedico quase todas as horas do dia", acrescentou o ex-líder, que continua sendo o primeiro-secretário do Partido Comunista, o único permitido na ilha.
O dirigente chinês é o quinto estrangeiro a ser recebido por Fidel Castro este ano e o único que não é chefe de Estado, depois dos presidentes latino-americanos de esquerda Luiz Inácio Lula de Silva (Brasil), Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Tabaré Vázquez (Uruguai).

‘Primeira batalha da Guerra Fria’ completa 60 anos

Alemães, britânicos e norte-americanos celebram nesta terça-feira (24) os 60 anos do que foi apelidado de "primeira batalha da Guerra Fria". Em 24 de junho de 1948, começava a ponte aérea para abastecer a cidade de Berlim, após o bloqueio do acesso terrestre à cidade pelas forças soviéticas que ocupavam a porção oriental da Alemanha.
Quandos os aliados venceram a 2ª Guerra Mundial, em 1945, a Alemanha, livre dos nazistas, foi repartida em quatro zonas administrativas - controladas por União Soviética, Estados Unidos, Reino Unido e França.
A capital alemã, Berlim,apesar de estar geograficamente localizada no que então era a zona soviética, também foi subdividida em quatro áreas, o que criou um núcleo capitalista (o território de americanos, franceses e ingleses) no meio do território sob controle soviético.
Como Moscou não queria ter uma vitrine do capitalismo em seus domínios, resolveu fechar o acesso terrestre a Berlim Ocidental, o que, segundo os planos de Josef Stalin, obrigaria a cidade a aceitar ajuda soviética mais cedo ou mais tarde. Americanos e britânicos decidiram então criar uma ponte aérea para suprir as necessidades básicas da cidade.
“Tudo que se necessitava naquela cidade de 2,5 milhões de habitantes tinha que ser levado de avião”, relembra W.C. “Dub” Suthers, veterano de 79 anos que participou da operação como engenheiro de vôo, com 196 missões realizadas ao todo, em entrevista ao G1. Ele tinha 20 anos quando foi convocado a ajudar no transporte de suprimentos. “Nosso grupo transportava carvão e farinha. Os britânicos tinham a missão de suprir a cidade com gás e combustível”, conta. Os engenheiros de vôo eram os terceiros homens (depois do piloto e do co-piloto) a operarem os aviões C-47 e C-54, destacados pelos EUA para a ponte. Sua função era controlar as condições técnicas durante o vôo, monitorando a temperatura e a pressão dos motores, por exemplo.
“Eu estava estacionado na costa oeste dos EUA. Um dia, estávamos saindo para o Alasca e os seis aviões em que estávamos receberam ordem para retornar. Disseram que os aviões seriam embarcados para Berlim no dia seguinte”, conta Suthers.
Segundo o veterano, somente por parte dos EUA houve 30 mil homens envolvidos na operação, incluindo o pessoal da Marinha e do Exército. “Tínhamos 350 aviões ao todo e tentávamos manter 225 voando”, conta o ex-engenheiro de vôo. “Era um trabalho duro. Voávamos 12 horas por dia, 7 dias por semana, enquanto o clima permitisse. Se o tempo estivesse ruim, ficávamos encarregados da manutenção das aeronaves.” A grande quantidade de vôos ininterruptos podia levar a erros. De fato, vários aviões caíram nos 11 meses de bloqueio, e dezenas de americanos e britânicos perderam a vida tentando manter Berlim abastecida. Os soviéticos ainda voavam próximo aos aviões cargueiros, ou davam tiros ao ar, para atrapalhar as viagens.“Eu só fui para a Alemanha na época do bloqueio. Mas as histórias que ouvia eram que, depois da guerra, os alemães queriam que nós (os aliados) fôssemos embora. Mas, quando começou a ponte aérea, as pessoas perceberam o que estávamos fazendo. Claro, os alemães nos odiavam, afinal tínhamos bombardeado eles muito. Mas não demorou muito para que percebessem que estávamos tentando salvá-los”, conta Suthers.
Àquela altura, os inimigos principais dos EUA já não eram os alemães, mas sim os soviéticos. “Nós até tínhamos mecânicos alemães trabalhando nos aviões. Traduzimos os manuais dos nossos aviões para o alemão, e depois contratamos ex-pilotos de caça alemães para serem nossos mecânicos. E eram bons mecânicos”, conta Suthers. “Nós nos sentíamos realmente como se estivéssemos na primeira batalha da Guerra Fria. A batalha era que nós tínhamos que manter Berlim e a Alemanha livres de virarem comunistas. Se os americanos tivessem sido forçados para fora de Berlim, a cidade rapidamente teria virado comunista. E talvez toda a Europa teria virado comunista”, analisa.
O clima tenso entre os soviéticos e os EUA, no entanto, não preocupava muito o então jovem militar. “Não tinha medo de ser atacado pelos russos porque o Truman (Harry Truman, então o presidente dos EUA) trouxe três B-29 ( avião conhecido também como “Superfortaleza”, modelo utilizado para lançar bombas atômicas sobre o Japão) para a Europa – dois para a Inglaterra e um para a Alemanha – e os russos sabiam que tínhamos a bomba atômica”.
Os soviéticos chegaram a oferecer comida grátis aos berlinenses ocidentais, mas a ponte aérea funcionava de forma tão eficiente que Moscou acabou sendo obrigada a levantar o bloqueio, percebendo que não conseguiria ganhar a população, que chegou a fazer uma grande manifestação para pedir a manutenção do apoio dos países capitalistas.
Vôo comemorativo
Secretário de uma associação de veteranos participantes da ponte aérea de Berlim, Suthers foi convidado para refazer, nesta terça-feira (24) junto com outros companheiros, um vôo comemorativo entre Frankfurt e Berlim, com um avião da época.
Próximo de completar 80 anos, Suthers segue na ativa como sócio de uma empresa de software no Texas e acompanha as novas empreitadas militares de seu país. Ele apóia a presença dos EUA no Iraque, onde seu neto lutou. “Meu neto é fuzileiro naval e acaba de voltar do Iraque, há dois meses. Ele vai se alistar novamente para entrar nas forças especiais e então voltará para lá. E tenho que dizer: nós temos que fazer isso. Acho que precisamos pará-los em algum lugar. E é melhor que os paremos lá do que aqui. Deveríamos ter planejado melhor, mas eu estou 100% com os militares."

terça-feira, 3 de junho de 2008

Eleições nos EUA:Obama declara-se o candidato democrata, mas Hillary não desiste

Projeções após últimas prévias indicam que o senador por Illinois tem delegados suficientes.Hillary, em Nova York, elogiou rival, mas disse que não tomaria decisões sobre candidatura.
O senador por Illinois Barack Obama afirmou na noite desta terça-feira (3) que é o candidato democrata à Casa Branca. "Posso dizer que serei o candidato à presidência dos Estados Unidos", disse. "Hoje termina uma jornada histórica e começa outra."
O pré-candidato democrata Barack Obama, em St. Paul, Minnesota, declara-se o vencedor das prévias do partido
A declaração de vitória foi feita após a divulgação dos primeiros resultados das prévias de Dakota do Sul, em que, segundo projeções, Obama atingiu o número de delegados necessários para ser indicado candidato, superando a senadora por Nova York Hillary Clinton depois de uma disputa começada em 3 de janeiro. Apesar disso, a senadora não admitiu a derrota. No discurso, para um público de 18 mil pessoas, o senador elogiou Hillary por ter 'inspirado milhões de eleitores" e afirmou que "melhorou como candidato" por ter concorrido contra ela.
União
Ao falar das preocupações de que a disputa tenha deixado os eleitores do partido divididos, Obama disse que é hora de os democratas se unirem para derrotar o republicano John McCain, praticamente definido como candidato republicano desde março.
"Vamos nos unir em um esforço comum para desenhar um novo caminho para a América",disse.
Pouco antes disso, Hillary, em discurso em Nova York, chegou a parabenizar Obama "por tudo o que ele obteve durante a campanha", mas não desistiu da candidatura. Ela disse que "não tomaria decisões" nesta noite e que consultaria líderes democratas para definir seu futuro.
No entanto, os dois lados já enviaram sinais de que uma possível unificação do partido, com uma chapa Obama/Hillary, estaria à vista. "A senadora realizou uma corrida extraordinária, ela é uma funcionária pública extraordinária, e ela e eu estaremos trabalhando juntos em novembro", disse Obama em janeiro. Segundo a agência AP, Hillary teria dito a colegas do Congresso que está aberta à idéia de virar vice, se isso ajudar o partido.
The New York Times
McCain, virtual candidato republicano, em ato de campanha em Washington (Foto: The New York Times)
Durante toda a terça-feira, cresceram os rumores de uma possível desistência de Hillary. Tudo começou com uma declaração do ex-presidente Bill Clinton, feita na segunda, de que esta terça poderia ser o "último dia" de campanha. A rede de TV CNN chegou a noticiar, no início da tarde, citando a Associated Press, que Hillary iria anunciar em um discurso em Nova York, logo após a apuração das prévias, que Obama já teria os delegados suficientes para a indicação. Mas, poucos minutos depois, a CNN recuou e negou a informação. A agência manteve a informação, creditada a dois assessores de Hillary.
Ataques
Obama também atacou McCain, afirmando que ele é muito parecido com o impopular presidente George W. Bush. Ele citou como exemplo a promessa de McCain de manter a atual estratégia de Bush no Iraque.
"Nós devemos ser tão cuidadosos para sair quanto fomos descuidados para entrar -mas para começar nós precisamos sair. É hora de os iraquianos assumirem a responsabilidade pelo futuro deles", afirma Obama.
Saiba mais
» McCain critica Obama, afasta-se de Bush e chama atenção para petróleo
» Partido Republicano destaca divisões entre democratas
» Hillary admite idéia de ser candidata a vice de Obama, diz agência
» Delegados da Flórida e de Michigan terão direito a 'meio-voto'
» Obama se desliga de igreja que o envolveu em nova polêmica
» No 'tapetão', democratas devem fazer acordo intermediário, diz analista
» John McCain propõe reduzir arsenal nuclear americano
O republicano McCain, em discurso em Louisiana, também criticou fortemente Obama. “A mudança errada não olha para o futuro, mas para o passado, para idéias erradas, que podem dar errado novamente. Eu já vivi alguns anos na minha vida, e fico impressionado de ver um homem tão jovem incorporando idéias que já deram errado no passado”, disse.
Último dia
Obama conseguiu os delegados, mas Hillary venceu em Dakota do Sul, segundo as projeções. Em Montana, a vitória de Obama era projetada. Agora, o nome de Obama -primeiro negro a concorrer, com chances, à Presidência americana- deve ser ratificado pela convenção nacional do partido, que ocorre em Denver, Colorado, entre 25 e 28 de agosto. Então, ele parte para a campanha contra McCain (além de possível candidatos independentes) nas eleições marcadas para 4 de novembro. Nunca a corrida pela indicação democrata havia sido tão disputada -foram mais de cinco meses de disputa que provocaram divisões entre os partidários dos dos pré-candidatos. Hillary começou com vantagem, mas Obama conseguiu reverter o quadro.
Campanha à Presidência
Definidos os candidatos de cada partido, a campanha volta seu foco para os eleitores comuns, apesar de a eleição não ser tecnicamente direta. Os mais de 200 milhões de eleitores norte-americanos darão o seu voto (que não é obrigatório) para o presidente, mas não são eles que determinam o resultado final. Segundo pesquisa da Gallup publicada nesta terça pelo "USA Today", Obama tem uma pequena vantagem sobre McCain no voto popular -47% contra 44%. Um mês antes, o republicano tinha vantagem de 47% a 45%. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos, nos dois casos há empate técnico.
Leia mais notícias sobre as Eleições nos EUA
Fonte:G1 Globo