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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Volta a Guerra em Gaza

Israel confirma novo bombardeio à Faixa de Gaza

Ataque foi resposta de Israel aos foguetes lançados contra o sul do país.
Uma delegacia de polícia palestina foi atingida, sem vítimas fatais.

Do G1, em São Paulo, com informações de agências

O governo de Israel confirmou neste domingo (1º) que voltou a bombardear a Faixa de Gaza. Um responsável pelos serviços de segurança israelense afirmou que o país "fez vários ataques na região", sem dar mais informações. Em um desses ataques, uma delegacia de polícia foi atingida. Não foram registradas vítimas fatais, segundo testemunhas.

Horas antes, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, havia prometido uma resposta “desproporcional” contra os ataques com foguetes disparados nos últimos dias.

Desde a entrada em vigor de uma trégua, em 18 de janeiro, depois de 22 dias de ofensiva israelense em Gaza, têm ocorrido disparos esporádicos de foguetes por militantes palestinos contra comunidades no sul de Israel e vários ataques aéreos israelenses no território.

Pelo menos dois foguetes atingiram o sul de Israel neste domingo, sem ferir ninguém nem causar danos. Uma ramificação das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa assumiu a responsabilidade pelo ataque. O grupo é integrante da facção Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

"Desde o início a posição do governo é que, se houver disparos contra os moradores do sul, haverá uma dura resposta de Israel, que será desproporcional", disse Olmert na reunião semanal de gabinete, depois do último disparo de foguete.

"Vamos agir de acordo com novas regras que garantirão que não iremos ser arrastados para uma guerra de incessantes disparos na fronteira sul, o que iria impedir que os moradores do sul tenham uma vida normal", acrescentou, sem entrar em detalhes.

Israel foi criticado pela morte de mais de 1.300 palestinos durante a guerra, incluindo pelo menos 700 civis, segundo balanço do Ministério da Saúde do governo do Hamas.

Críticos dizem que Israel reagiu de modo desproporcional em sua ofensiva área e terrestre em áreas densamente povoadas para conter os ataques de foguetes que mataram 18 israelenses nos últimos oito anos.

O governo de Israel atribui aos militantes do Hamas a responsabilidade pelas mortes de civis em Gaza, por operarem dentro de cidades e campos de refugiados.

Durante a campanha em Gaza, dez soldados e três civis israelenses foram mortos. Os comentários de Olmert foram endossados pela ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, candidata na eleição de 10 de fevereiro.

Olmert não concorrerá. Ele renunciou ao cargo em setembro, em meio a um escândalo de corrupção, mas permanece como primeiro-ministro interino.

"Israel vai responder", disse Livni, que substituiu Olmert como líder do governista partido Kadima, de centro. "Esta é a minha posição. Ficou claro antes, durante e depois da operação, e este é o modo como agirei como primeira-ministra."

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Gaza: Obama pede que Israel abra fronteira

Obama manda Mitchell ao Oriente Médio e pede que Israel abra fronteiras de Gaza

Ex-senador George Mitchell será enviado dos EUA ao Oriente Médio.
Diplomata Richard Holbrooke cuidará de Afeganistão e Paquistão.

Do G1, com agências internacionais


O presidente dos EUA, Barack Obama confirmou nesta quinta-feira (22) a nomeação do ex-senador George Mitchell, de 75 anos, experiente negociador internacional, como enviado especial dos EUA ao Oriente Médio.

A apresentação dele foi feita em cerimônia no Departamento de Estado, no mesmo dia em que Hillary Clinton assumiu a chefia da diplomacia americana. Ela mesma abriu a cerimônia.

Em uma mudança do discurso do governo americano em relação à era Bush , ele disse que está comprometido com a segurança de Israel e que o país tem direito de se defender, mas pediu que o país abra as fronteiras da Faixa de Gaza, para que ajuda humanitária possa chegar à população do território palestino - que foi alvo de três semanas de ataques de Israel entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 .

Foto: AFP

Richard Holbrooke, Barack Obama e George Mitchell durante cerimônia no Departamento de Estado nesta quinta-feira (22). (Foto: AFP)

Obama disse que pretende mandar Mitchell à região em confronto "o mais rápido possível", para conseguir uma "paz duradoura" entre Israel e seus vizinhos árabes.

O novo presidente afirmou que as linhas gerais para obter um cessar-fogo na região são claros: "O Hamas deve terminar seus ataques com foguete, e Israel deve completar a retirada de suas tropas de Gaza. Os Estados Unidos e nossos parceiros vão apoiar um regime de interdição e anticontrabando com credibilidade, de maneira que o Hamas não consiga se rearmar", disse Obama.

Ao assumir, Mitchell prometeu empreender todos os esforços necessários para alcançar a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

O ex-senador citou sua experiência como mediador na Irlanda do Norte, onde, segundo disse, "antigos inimigos conseguiram chegar a um acordo quase 800 anos depois".

"Para conseguir a paz no Oriente Médio, será necessário aplicar capital político, recursos econômicos e a atenção muito cuidadosa das mais altas esferas dos governos", disse.

Mitchell foi negociador para a Irlanda do Norte durante a administração de Clinton.

A nomeação do ex-senador, de pai irlandês, representa um claro sinal do compromisso assumido por Obama e sua secretária de Estado com o processo de paz entre palestinos e israelenses, sobretudo depois da ofensiva militar em Gaza.

Nos anos 90, Mitchell, que anunciou o acordo da Sexta-Feira Santa, teve um papel discreto, mas decisivo, nas negociações de paz entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte, protagonistas de um dos mais sangrentos conflitos do século XX.

Afeganistão e Paquistão

Na mesma cerimônia, Richard Holbrooke, ex-embaixador americano na ONU, foi designado enviado especial ao Afeganistão e ao Paquistão. Em diversas ocasiões durante a campanha e como presidente eleito, Obama disse que o foco da luta contra o terrorismo sairia do Iraque e passaria a ser o Afeganistão.

No discurso desta quinta, Obama disse que a situação no Afeganistão é "perigosa", e que qualquer progresso no combate aos insurgentes do Talibã vai tomar tempo.


Holbrooke, 68 anos, é artesão do acordo de paz de Dayton que pôs fim em 1995 a uma guerra interétnica na ex-Iugoslávia. Ele é considerado um homem brilhante e muito ambicioso, que compartilhou sua vida entre a diplomacia e Wall Street.

É o único diplomata americano a ter ocupado dois postos de secretário adjunto de Estado, tendo sido encarregado dos assuntos relacionados à Ásia durante o governo Jimmy Carter e das relações européias, sob Bill Clinton.

Ao assumir nesta quinta, ele prometeu que fará "tudo o que puder" para atingir as metas nestes países.

Esses dois países "são muito diferentes em sua geografia e em sua história, mas misturados em sua composição étnica, geograficamente e no drama político atual", declarou.

Holbrooke disse ainda que no Afeganistão trabalhará estreitamente com o chefe do Comando Central do Estado-Maior americano, o general David Petraeus, e com outros altos comandantes das Forças Armadas.

Sobre o Paquistão, o novo enviado especial reconheceu que a situação no país "é infinitamente complexa". Além disso, ressaltou que respeita "completamente as tradições" dessa nação, embora tenha feito referência "às perigosas turbulências" nas áreas tribais da fronteira com o Afeganistão.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Dia sangretos em Gaza, prédio da ONU é atacada

Ataque a prédio da ONU em Gaza foi reação a fogo palestino, diz Israel

Ataques israelenses feriram 3 funcionários da ONU e 2 jornalistas.
Hospital também foi atingido durante o cerco à Cidade de Gaza.

Do G1, com agências internacionais


O premiê de Israel, Ehud Olmert, disse que o ataque de Israel à sede de uma agência da ONU nesta quinta-feira (15) na Cidade de Gaza ocorreu em reação a disparos de atirados palestinos, feitos de dentro do prédio.

Três funcionários da agência ficaram feridos. Segundo um funcionário, os armazéns do complexo pegaram fogo, e toneladas de ajuda humanitária foram destruídas.

"É absolutamente verdade que nós fomos atacados a partir daquele lugar", disse Olmert na TV isralense. "Mas as consequências foram muito tristes, e eu peço desculpas."

Ataques israelenses ao "coração" da Cidade de Gaza nesta quinta atingiram também um prédio que abriga redações de TVs e agências estrangeiras e um hospital.

Uma explosão atingiu um bloco de edifícios que abriga as sucursais de várias organizações de mídia árabes e ocidentais, inclusive da agência Reuters. Dois cinegrafistas palestinos de um canal de Abu Dhabi ficaram feridos, segundo testemunhas.


Jornalistas da Reuters disseram que a explosão, provocada por um projétil israelense, ocorreu no 13º andar da torre Al-Shurouq Tower, no bairro de mesmo nome. Os jornalistas deixaram o prédio depois do ataque.

O andar atingido abriga uma TV local. O escritório da Reuters fica um andar abaixo. O prédio abriga ainda a rede de TV americana Fox, a britânica Sky News, a luxemburguesa RTL e as árabes Al Arabiya e MBC.

Um hospital da cidade, do Crescente Vermelho (versão islâmica da Cruz Vermelha), também pegou fogo após um ataque israelense, segundo testemunhas e responsáveis pelo centro médico. Pelo menos quatro disparos de artilharia atingiram o prédio. Não há informações sobre vítimas.

Foto: AP
Funcionário da agência da ONU para os refugiados palestinos observa estragos provocado pelo ataque israelense às instalações da entidade na Cidade de Gaza nesta quinta-feira (15). (Foto: AP)

Veja mais imagens dos ataques à Faixa de Gaza nesta quinta-feira

Instalações da ONU já haviam sido atingidas por fogo israelense durante a ofensiva. Em 6 de janeiro, ataques a escolas mataram mais de 40. Dois dias depois, um comboio humanitário foi atacado.

Veja a cobertura completa da ofensiva israelense

Foto: Arte/G1
Mapa localiza os bombardeios em territórios israelense e palestino (Foto: Arte/G1)

Foto: AP
Vista da destruição na Cidade de Gaza nesta quinta-feira (15). (Foto: AP)

Veja mais fotos da região em guerra nesta quinta-feira

Dezenas de tanques israelenses apoiados pela aviação entraram na manhã desta quinta, pela primeira vez, em profundidade em um bairro da Cidade de Gaza onde os soldados judeus travaram violentos combates com ativistas palestinos desta área controlada pelo movimento radical Hamas.

Os tanques avançaram até o centro do bairro residencial de Tal al-Yawa, no subúrbio da Cidade de Gaza.


As forças israelenses enfrentaram milicianos palestinos que atiravam morteiros e foguetes em sua direção. Uma coluna de tanques se posicionou em um parque público no centro do bairro. Centenas de famílias palestinas fugiram da área.


Veículos blindados também entraram em outros dois bairros de Gaza, em Al-Shujaiya e Zeitun, onde também foram registrados combates.


A aviação de Israel também realizou ataques no norte da Faixa de Gaza. Uma mulher e os três filhos morreram em uma destas operações em Beit Lahya, segundo fontes médicas.


Os grupos armados palestinos também prosseguiram com os lançamentos de foguetes contra o sul de Israel. De acordo com o Exército, ao menos 14 foguetes disparados a partir da Faixa de Gaza caíram na manhã desta quinta-feira no país, sem provocar vítimas. Uma casa foi atingida em Sderot, a apenas cinco quilômetros da Faixa de Gaza.

Foto: Mohammed Abed/AFP
Funcionário de agência da ONU bombardeada observa fumaça em Gaza (Foto: Mohammed Abed/AFP )

Desde o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, em 27 de dezembro, em resposta aos disparos de foguetes contra o Estado de Israel, 1.054 palestinos morreram, incluindo 355 crianças e 100 mulheres, e mais de 4.870 foram feridos, de acordo com o último balanço divulgado pelo diretor dos serviços de emergência em Gaza, Muawiya Hassanein.

Os disparos de foguetes contra o sul Israel mataram quatro civis desde 27 de dezembro. No total, 10 militares também morreram desde o começo da ofensiva.

New York Times: Crise põe em xeque ideia de 2 estados convivendo lado a lado

Thomas L. Friedman: Gaza vira 'miniversão' das 3 principais guerras da região

Pressão

O líder do governo do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, pediu nesta quinta à opinião pública ocidental que pressione Israel para acabar com a ofensiva militar contra o território palestino, lembrando as condições do grupo radical para um cessar-fogo.

"Escrevo este artigo aos leitores ocidentais em todo o espectro social e político enquanto a máquina de guerra israelense continua massacrando meu povo em Gaza", afirma Haniyeh em uma carta aberta com o título "Minha mensagem ao Ocidente: Israel deve cessar a matança", publicada na edição desta quinta-feira do jornal britânico "The Independent".

"Os palestinos estão consternados ao ver que os membros da União Européia não consideram este obsceno cerco uma forma de agressão", afirma Haniyeh, antes de acrescentar que o movimento islamita aceitaria um cessar-fogo com condições "claras e simples" que incluem o fim do bloqueio israelense.

"Israel deve acabar com sua guerra criminal e a matança de nosso povo, cessando totalmente e sem condições o cerco ilegal da Faixa de Gaza, voltando a abrir os pontos de passagem da fronteira e se retirando completamente."


Cessar-fogo próximo?

Ao mesmo tempo, a movimentação diplomática mundo afora dava a entender, na quarta-feira, que o esperado cessar-fogo pode estar próximo. Fontes que falaram à Associated Press sob anonimato disseram que a trégua negociada pelo Egito seria de dez dias.

Um porta-voz do premiê de Israel, Ehud Olmert, disse que Amos Gilad, veterano funcionário do ministério israelense de Defesa, estaria no Cairo na quinta-feira para negociar a trégua.

O Egito informou que vai transmitir a Israel a resposta do Hamas ao plano de cessar-fogo em Gaza, anunciou na quarta o ministro egípcio de Relações Exteriores, Ahmad Abul Gheit. Ele disse ter esperanças de que "as coisas se movam" em relação ao processo de paz.

Fontes diplomáticas citadas pela agência egípcia Mena disseram que o Hamas teria reagido "favoravelmente" à proposta.

O chanceler francês, Bernard Kouchner, também disse que "os contornos de um cessar-fogo se definem".

Ban Ki-moon se reúne com a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, com o primeiro-ministro Ehud Olmert e o presidente Shimon Peres, antes de viajar a Ramallah (Cisjordânia) na sexta-feira para um encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

O presidente da Assembleia Geral da ONU, o nicaraguense Miguel d'Escoto, acusou Israel de "violar o direito internacional" com a ofensiva. Ele voltou a pedir o cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da entidade, que pede um cessar-fogo imediato seguido de negociações para uma paz duradoura.

Com informações de AFP, Reuters, AP e EFE

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domingo, 11 de janeiro de 2009

Guerra em Gaza preocupa o mundo

ISRAEL PODE INTENSIFICAR ATAQUES!

Israel lançou panfletos na Faixa de Gaza advertindo os moradores de que deverá aumentar a intensidade de sua ação militar na região. Especula-se que os panfletos sejam um sinal de que Israel vai adotar novas táticas em sua batalha com militantes palestinos.

Neste sábado, forças israelenses atacaram dezenas de alvos do Hamas, inclusive o que afirmaram ser locais usados para o lançamento de foguetes, armazéns de armas e túneis usados para contrabando.

As Forças Armadas de Israel entraram na terceira semana de ofensiva

Militantes do Hamas também lançaram vários foguetes contra cidades israelenses, ferindo duas pessoas em Ashkelon.

Fontes hospitalares em Gaza afirmam que mais de 800 palestinos já morreram desde o início da ofensiva, duas semanas atrás. Treze cidadãos israelenses também foram mortos nos recentes conflitos, a maioria deles soldados.

Os panfletos e mensagens telefônicas, em árabe, pediam aos moradores de Gaza que ficassem distantes de locais ligados ao Hamas, afirmando que as Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) não estão atacando palestinos civis, mas "apenas o Hamas e terroristas".

Uma mensagem telefônica dizia que "o terceiro estágio da operação" iria começar logo. Os bombardeios aéreos começaram duas semanas atrás e a invasão por terra uma semana atrás.

AP Photo/Anja Niedringhaus
Bombas disparadas por Israel caem sobre a Faixa de Gaza


A fase três da operação militar poderia ser a entrada ainda mais profunda de forças israelenses em cidades e campos de refugiados, o que envolveria ainda mais riscos para os soldados israelenses e civis na Faixa de Gaza.

Foguetes
No pior incidente até agora, neste sábado, oito pessoas - aparentemente civis - foram mortas por artilharia israelense em rua no campo de refugiados de Jabaliya, segundo informações de fontes médicas israelenses.

Israel afirmou ter lançado mais de 70 ataques contra alvos do Hamas neste sábado, por terra, mar e ar, "acertando operadores de terror armados em diferentes incidentes".

Esses números não puderam ser confirmados por fontes independentes, já que Israel proíbe a entrada de jornalistas estrangeiros na região.

Um porta-voz do exército israelense disse que um alto militante do Hamas , envolvido no lançamento de foguetes da Cidade de Gaza, Amir Mansi, foi morto por artilharia israelense neste sábado. O Hamas não fez nenhum comentário.

Há informações de que as tropas israelenses também chegaram mais perto da Cidade de Gaza, mas ainda não entraram nas zonas mais populadas.

Também neste sábado, representantes dos grupos rivais palestinos Hamas e Fatah seguiram para o Cairo para discutir uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Egito e apoiada pela França.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu a todos os lados que aceitem a proposta "o quanto antes", depois de se encontrar com o presidente egípcio Hosni Mubarak no Cairo.

Mas Abbas - que também é líder do Fatah - não controla Gaza e, segundo analistas, terá pouco impacto sobre o futuro do conflito.

Hamas, que assumiu o controle da Faixa de Gaza em Junho de 2007, enviou delegados para o Cairo pela segunda vez em uma semana, para negociações separadas.

Israel e Hamas ignoraram um chamado do Conselho de Segurança da ONU para um cessar-fogo imediato que levaria à retirada das tropas israelenses.

Israel afirma que os contínuos ataques com foguetes mostram que a resolução "não funciona", enquanto o Hamas insiste que qualquer trégua tem que incluir o fim do bloqueio econômico de Israel à Gaza.

Tragédia humana
As agências de ajuda humanitária afirmam que os 1,5 milhão de moradores de Gaza precisam urgentemente de alimentos e ajuda médica.

A ONU declarou ter retomado as entregas para Gaza depois de suspender as operações no território na quinta-feira, afirmando que o motorista de um de seus caminhões havia sido morto por fogo israelense.

As forças israelenses afirmam ter "100% de certeza" de que não atacaram o veículo.

A violência explodiu na região depois do fim de um cessar-fogo de seis meses entre Israel e o Hamas, em Novembro passado, e um mês antes das eleições parlamentares em Israel.


HAMAS VAI REAGIR
A MAIS ATAQUES DE ISRAEL


O Exército israelense comete um "holocausto" na Faixa de Gaza com sua ofensiva militar, disse neste sábado o chefe do movimento islâmico palestino Hamas, Khaled Mechaal, durante um discurso transmitido pela TV a partir de Damasco.

"O inimigo fracassou ao cometer um verdadeiro holocausto no solo de Gaza", afirmou Mechaal em um discurso retransmitido por várias redes de TVs internacionais.

Mechaal, que vive exilado em Damasco, afirmou que o Exército hebreu "não atingiu qualquer de seus objetivos" militares em Gaza desde o início da ofensiva, em 27 de dezembro passado.

"Posso dizer, com total confiança, que no plano militar o inimigo fracassou completamente, não atingiu qualquer de seus objetivos".

"Pergunto aos sionistas, aos israelenses, o que vocês conseguiram com esta guerra? O que conseguiram além de matar crianças, matar inocentes?".

Segundo os serviços palestinos de socorro, a ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza já matou 854 palestinos, incluindo 270 crianças.

Os ataques deixaram ainda 3.490 feridos, sendo centenas de mulheres e crianças.

O Exérciro hebreu afirma ter liqüidado mais de 550 combatentes palestinos em seus ataques aéreos e terrestres.

Segundo um alto oficial israelense, pelo menos 250 combatentes morreram em uma semana de bombardeios aéreos, após 27 de dezembro, e outros 300 combatentes foram mortos na fase terrestre da operação "Chumbo Grosso", lançada no dia 3 de janeiro.

A NOTÍCIA ATUALIZADA!

Foto: Yannis Behrakis/Reuters

O comandante do Hamas responsável pelo lançamento de foguetes na direção de Israel a partir da região da cidade de Gaza foi morto neste sábado (10) por fogo terrestre israelense. A declaração partiu de declaração das forças armadas daquele país, segundo relato da rede de televisão americana CNN.

O uso dos foguetes Grad, que eram controlados por Amir Mansi, permitiram que o Hamas atingisse alvos mais distantes dentro de Israel do que antes era possível. Os fogeutes carregam mais explosivos do que os foguetes Qassam, mais primitivos e tipicamente usados pelo Hamas. Alguns dos Grads podem viajar mais de 40 km.

Os militares israelenses dizem que Mansi apontou e atirou dezenas de foguetes na direção de Israel, matando e ferindo civis.

Mansi foi visto disparando um foguete no sábado a partir da região de Jabel Rise, a leste da cidade de Gaza, durante uma operação terrestre do exército israelense. Os militares abriram fogo, matando Mansi e ferindo outros dois membros do Hamas, que foram capturados.

NOVOS ATAQUES EM INSTANTES!


Israel alerta palestinos para combates mais duros
CIDADE DE GAZA - A força aérea israelense lançou folhetos na Faixa de Gaza alertando os palestinos de que planeja intensificar os ataques, que já duram duas semanas.

O exército israelense disse que distribuiu os folhetos através do território palestino e que o aviso é um "alerta geral". O folheto diz que Israel está para começar uma "nova fase na guerra contra o terror" e que vai "intensificar" uma operação que já matou mais de 800 palestinos.

Em Damasco, capital da Síria, grupos militantes palestinos, incluindo o Hamas, rejeitaram neste sábado o envio de observadores ou tropas internacionais na Faixa de Gaza.

Um comunicado emitido pelos grupos após um encontro que contou com a presença do líder político do Hamas Khaled Mashaal também rejeitou qualquer acordo de segurança que "prejudique o direito de resistência contra a ocupação israelense".

O comunicado reitera as demandas do Hamas que incluem uma imediata suspensão dos ataques israelenses, total retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, levantamento do cerco e abertura de todos os pontos de passagem nas fronteiras. O comunicado diz que estas demandas são "a base de qualquer iniciativa ou sugestão para uma solução".

O comunicado foi divulgado horas depois que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, ter pedido ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza, para alcançar um acordo para colocar fim aos combates.

NOVOS ALVOS!

Israel mira novos alvos; 9 mortos em ataque com tanque
CIDADE DE GAZA - As forças israelenses atacaram dezenas de alvos e avançaram para mais perto da Cidade de Gaza neste sábado, 10, mas a ofensiva - assim como nos outros dias - não impediu que o sul de Israel fosse atingido por uma nova série de disparos de foguetes no início do dia.


Fonte do Blog: Hoje em Di@ New St@tion

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Nova Guerra abala o mundo

Conselho de Segurança não chega a acordo sobre conflito na Ossétia do Sul
Russos e georgianos lutam pelo controle de Tskhinvali, capital da região.Geórgia anuncia lei marcial, e número de mortos pode passar de 1.400.

Do G1, com agências internacionais




O Conselho de Segurança da ONU concluiu nesta sexta-feira (8) sua segunda reunião de emergência sobre o conflito entre a Rússia, a Geórgia e a separatista Ossétia do Sul sem chegar a um acordo sobre uma resolução que peça o fim das hostilidades. "As negociações continuam, não terminaram. Continuaremos amanhã", disse o atual presidente do CS, o embaixador belga Jan Grauls, após quatro horas de discussões.

Entenda o confronto na Ossétia do Sul O diplomata atribuiu a falta de acordo à evolução dos eventos na região em conflito e à necessidade de alguns membros do Conselho de Segurança de consultarem seus países.

Leia também: Embaixadores trocam acusações

Lei marcial

O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, vai declarar lei marcial "em algumas horas", depois do ataque da Rússia a tropas da Geórgia na região separatista georgiana da Ossétia do Sul.

A informação foi divulgada pelo secretário do Conselho de Segurança da Geórgia, Kakha Lomaia. "O presidente vai declarar estado de lei marcial", disse ele neste sábado (horário local).

Ele acusou a Rússia de ter bombardeado o porto de Poti, no Mar Negro, e a base militar de Senaki. "Acreditamos que a Rússia começou a bombardear a infra-estrutura civil e econômica", disse à agência Reuters.


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Milhares protestam na capital da Geórgia contra 'agressão russa' na Ossétia do Sul
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A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, pediu nesta sexta que a Rússia "respeite a integridade territorial da Geórgia", cesse fogo e retire suas tropas. Gonzalo Gallegos, porta-voz do Departamento de Estado, disse que os EUA mandaram um enviado à região para negociar com as partes em conflito. A porta-voz do presidente George W. Bush, Dana Perino, disse em Pequim que o presidente apóia um cessar-fogo imediato na região.

Soldados russos atacaram os georgianos nesta sexta em Tskhinvali, capital da província separatista da Ossétia do Sul, um dia depois de a cidade ter sido invadida pelas tropas da Geórgia.
"Posições do exército russo que estavam atirando contra Tskhinvali e forças de paz foram suprimidas pela artilharia e por tanques do 58º Exército russo", disse o comandante russo Igor Konashenkov a uma TV russa.


Foto: Arte G1
Mapa mostra a região do conflito. (Foto: Arte G1)
O presidente da Geórgia disse que o ataque russo matou 30 georgianos, mas negou o recuo e afirmou que as tropas do país ainda controlam a capital da Ossétia do Sul e as vilas ao seu redor. Mas os separatistas contestam a versão e dizem que ainda controlam a cidade.

Segundo testemunhas, a cidade está praticamente destruída depois dos combates, e muitos refugiados estão deixando a região.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse ter recebido relatos de que regiões na Ossétia do Sul teriam sido alvo de "limpeza étnica". Segundo ele, o número de refugiados cresce, e o pânico é crescente na província. O Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) disse ter recebido relatos de que há milhares de pessoas que tiveram de deixar suas casas.


Iraque

A Geórgia também anunciou que vai retirar mil soldados que estão no Iraque para ajudar a combater as forças russas na Ossétia do Norte.
"Nós já comunicamos nossos amigos americanos que vamos retirar metade do contingente do Iraque porque estamos sob agressão russa", disse Lomaia à Reuters. Segundo ele. vai ser necessária ajuda norte-americana para transportar as tropas por via aérea.
Tropas georgianas atacam a região separatista desde quinta-feira, com a ajuda de tanques e aviões de guerra. Segundo o presidente da Ossétia do Norte, Eduard Kokoity, o número de civis mortos chega a 1.400.O ministério russo da Defesa disse que os reforços foram enviados à Ossétia do Norte para "proteger as tropas russas de paz e os cidadãos da Geórgia". Segundo a Rússia, 12 soldados russos morreram e 150 ficaram feridos nos conflitos. O governo da Geórgia informou ter abatido cinco caças russos, informação não confirmada pela Rússia.


Foto: Irakli Gedenedze/Reuters
Artilharia da Geórgia. (Foto: Irakli Gedenedze/Reuters )
Segundo fontes da Geórgia, a aviação russa também teria bombardeado a base militar de Kakha Lamaia, a 25 quilômetros de Tbilisi, capital do país.

Três pessoas morreram em outro ataque, ao aeroporto de Marneuli, segundo o Ministério do Interior.

A Rússia também informou que vai cortar todas as conexões aéreas com a Geórgia a partir deste sábado.

Veja a cronologia da crise na região
A crise com a Geórgia é a primeira que o novo presidente russo Dmitry Medvedev enfrenta desde que assumiu o cargo, em maio. Ela desperta temores de uma guerra na região, que está se tornando uma importante rota para o trânsito de energia. Tanto a Rússia quanto o Ocidente tentam influenciar a área.

Análise: Geórgia conta com apoio do Ocidente

Paralelamente ao conflito na Ossétia do Sul, a Geórgia aumentou seu contingente militar na fronteira com a região separatista de Abjasia, segundo a agência russa Interfax.
Repercussão diplomática
O Pentágono informou que está "monitorando de perto" a situação na Ossétia do Sul e que manteve contato com autoridades da Geórgia, mas não recebeu pedido de ajuda.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu aos Estados Unidos que persuadam a Geórgia a parar com o que Moscou chamou de "agressão" contra a Ossétia do SulO ministério informou que Lavrov conversou três vezes com a secretária de Estado, Condoleezza Rice, por iniciativa dos Estados Unidos.

A União Européia pediu às partes em conflito o "fim imediato das hostilidades" e o íncio de uma cooperação "sem demora" com a missão da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para retomar as negociações.

Com informações de AFP, EFE, AP e Reuters