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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Barack Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos.

Barack Obama é o primeiro negro eleito presidente dos Estados Unidos
  • Partido: Democrata
  • Idade: 47 anos
  • Local de Nascimento: Honolulu, Havaí
  • Profissão: Senador
Perfil
  • O nome Barack Obama tem origens curiosas. "Barack" é uma palavra hebraica para raio. "Obama" quer dizer abençoado em suaíli, um dos idiomas do Quênia
  • Obama escreveu dois livros de sucesso que deram contorno à sua identidade política: "A Origem dos Meus Sonhos", que trata do esforço para ligar-se às suas raízes na África, e "A Audácia da Esperança", que apresenta sua filosofia política, e os valores defendidos pela mãe e os avós
  • Obama ganhou a preferência do presidente Lula, que se comparou ao democrata e falou da expectativa de ver o primeiro negro à frente da Casa Branca
Jason Reed/Reuters

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Barack Hussein Obama Jr.

Barack Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos. Aos 47 anos, ele torna-se o primeiro negro a governar o país, ao derrotar o rival republicano John McCain.

Depois de oito anos do governo republicano de George W. Bush, os norte-americanos aceitaram a proposta repetida pelo novo eleito. Bradando lemas como "Precisamos de mudança", Obama substituirá um líder que chegou a ser aclamado pelo pulso firme na guerra antiterrorismo, mas que deixou o posto desgastado por duas guerras, além da recente crise financeira (veja mais sobre o governo Bush aqui).

Ainda com a apuração dos votos em andamento, o senador John McCain, 72, com base nos dados das projeções, admitiu a derrota em um discurso em Phoenix (Arizona), por volta das 2h15 (horário de Brasília), em que agradeceu seus eleitores e informou ter telefonado para parabenizar Obama. Ao mesmo tempo em que ele discursava, uma multidão se aglomerava à espera do discurso da vitória de Obama no Grant Park, em Chicago.

Obama bateu McCain em Estados-chave, como Ohio, Pensilvânia, New Hampshire, Iowa e Novo México. Ele irá para a Casa Branca com o Partido Democrata no controle da Câmara e do Senado.

Apesar de a economia em colapso ser a prioridade do novo governo, Obama promete, entre outras medidas, estabelecer novos padrões na política internacional. O fim da guerra do Iraque é uma das principais metas, além de ações diplomáticas no Oriente Médio, que incluem o diálogo com Irã e Síria.

As tropas norte-americanas devem se limitar ao Afeganistão, no combate à Al Qaeda. No plano econômico, Obama terá a dura missão de cumprir os prometidos cortes de impostos à classe média.

Nos últimos meses, as pesquisas de intenção de voto já acusavam uma consistente vantagem democrata. Alguns temores ainda dissipavam a certeza da vitória - entre eles, o racismo.

"Não há uma América liberal e uma América conservadora, há os Estados Unidos da América. Não há uma América negra e uma América branca e uma América latina e uma América asiática. Há os Estados Unidos da América."
O democrata deixou claro que não se serviria da questão racial durante sua campanha, mas a candidatura dele empolgou os negros, que formam cerca de 12% da população norte-americana. A questão racial apareceu algumas vezes, entre elas durante as prévias do Partido Democrata, nas quais Obama derrotou a ex-primeira-dama Hillary Clinton. Tratando da polêmica, Obama pediu o fim dos conflitos raciais em discurso.

Longe de ser o "azarão" da disputa, Obama teve o endosso de uma campanha milionária - a mais rica da história das eleições do país. Com uma estratégia certeira, se aproximou dos jovens e os fez um eleitorado ativo na campanha. Para seus simpatizantes, Obama é um político único e estimulante como o presidente John F. Kennedy. Seus adversários o acusam de ser um mero orador eloqüente, de idéias ingênuas e políticas econômicas que tendem ao socialismo.

Senador de primeiro mandato, contra sua inexperiência, Obama terá o reforço de seu vice-presidente, Joe Biden, senador por Delaware. Um dos políticos há mais tempo em atividade no país, tem seis mandatos no Senado. Desde 2001, ele preside o Comitê de Relações Internacionais e sua trajetória é fortemente ligada às questões de política externa. Biden também é membro do Comitê Judiciário do Senado, e é um dos líderes nas questões de combate ao terrorismo e ao tráfico de drogas.


Nascido em 4 de agosto de 1961, em Honolulu, Havaí, Barack Obama é casado com Michelle, com quem tem duas filhas, Malia e Natasha. Filho de um queniano e uma norte-americana do Kansas, Obama tem parte da família ainda na África.

Na infância, viveu durante anos em Jacarta (Indonésia) após o divórcio dos pais e o novo casamento da mãe. Aluno de Harvard, Obama foi o primeiro negro a presidir a prestigiosa revista universitária "Harvard Law Review" e, em 2004, ingressou no Senado.

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Obama é a esperança do mundo


'A mudança chegou à América', diz Obama

- Presidente eleito pede unidade ao país no 1º discurso após a vitória.
- Democrata será o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
- Projeções indicam vitória com quase 340 dos 538 votos do colégio eleitoral.

Obama é eleito presidente, dizem projeções

Em discurso, republicano John McCain reconheceu derrota.

Eleições Americanas, O Sonho Americano é realidade

Obama vence e é o primeiro presidente negro eleito nos EUA

Do UOL Notícias
Em São Paulo
*Atualizado às 2h26

O democrata Barack Obama venceu as eleições presidenciais dos Estados Unidos e se tornou o primeiro presidente negro eleito no país.

O candidato republicano John McCain já admitiu a derrota em um pronunciamento, em Phoenix no Arizona, e em um telefonema ao adversário.

As projeções das principais companhias jornalísticas norte-americanas apontam que Obama venceu em 24 Estados, contra 17 do republicano John McCain, nas eleições desta terça-feira (clique aqui para acompanhar o placar em tempo real).

Obama ganhou em Connecticut, Havaí, Oregon, Virgínia, Washington, Califórnia, Iowa, Delaware, Distrito de Columbia, Illinois, Maine, Maryland, Massachussets, Michigan, Minnesota, New Hampshire, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Ohio, Pensilvânia, Rhode Island, Vermont e Wisconsin. Já McCain levou Alabama, Idaho, Arkansas, Geórgia, Kansas, Kentucky, Louisiana, Dakota do Norte, Tennessee, Oklahoma, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental, Mississipi, Nebraska, Texas, Utah e Wyoming.

Desses Estados, Michigan, New Hampshire, Ohio, Pensilvânia e Illinois são considerado importantes para a disputa. Obama venceu em todos eles. Além disso, os votos de Iowa, Ohio e Novo México migraram de republicanos, em 2004, para democratas, nesta eleição.

Obama obteve os votos de 297 delegados contra 144 de McCain. São necessários os votos de 270 delegados, de 538, para um candidato ser considerado eleito.

As projeções são baseadas em pesquisas boca-de-urna e nas parciais da apuração. Pelos critérios do UOL, para levar um Estado, o candidato deverá ter vencido quatro entre sete projeções feitas pelas principais companhias jornalísticas norte-americanas - The New York Times, AP, ABC, CBS, NBC, CNN e Fox News.
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Projeção dá vitória a Barack Obama

De acordo com projeções da rede CNN, as 02h (horário de Brasília) o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, foi considerado o novo presidente americano ao alcançar os votos de pelo menos 297 delegados do Colégio Eleitoral. Se a estimativa da rede americana estiver certa, Obama será o primeiro presidente negro da história dos EUA.

» Veja os vídeos da cobertura eleitoral americana
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» Veja como foram outras eleições nos EUA

Segundo a projeção, o republicano John McCain teve 139 dos delegados do Colégio Eleitoral.

Para vencer as eleições americanas, o candidato à presidência precisa de 270 votos no Colégio Eleitoral de um total possível de 538 delegados.

Os Estados do Maine e de Nebraska são os únicos nos quais o candidato que ganha não fica com todos os votos - há distribuição proporcional dos sufrágios entre os dois aspirantes à Casa Branca.

Em função dos colégios eleitorais, é possível que o presidente seja eleito sem ter sido o candidato mais votado pela população. Foi isso o que ocorreu em 2000 - quando George W. Bush foi eleito e Al Gore não - e também outras três vezes na história americana.

CNN projeta vitória de Obama URGENTE CNN projeta vitória de Obama

CNN projeta Barack Obama eleito presidente dos EUA

Postado por Mundo G1 em 05 de Novembro de 2008 às 02:04

20081905 - selo eleições

A rede de TV CNN projetou a vitória do candidato democrata, Barack Obama, à Presidência dos EUA.

O anúncio foi feito às 2h desta quarta-feira (horário de Brasília) .

Acompanhe abaixo as projeções de CNN, Fox e MSNBC

Atualizada à 1h52

CNN

Vitória de Obama: Connecticut, Delaware, Illinois, Iowa, Maine, Massachusetts, Maryland, Michigan, Minnesota, Nova Jérsei, Nova York, Novo México, Ohio, Pensilvânia, Rhode Island, Washington D.C., Wisconsin, Vermont, Virgínia.

Vitória de McCain: Alabama, Arkansas, Carolina do Sul, Dakota do Norte, Georgia, Kansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Oklahoma, Tennessee, Texas, Utah, Wyoming, Virgínia Ocidental

FOX

Vitória de Obama: Connecticut, Delaware, Illinois, Maine, Massachusetts, Maryland, Michigan, Minnesota, New Hampshire, Nova Jérsei, Novo México, Nova York, Ohio, Pensilvânia, Rhode Island, Washington D.C, Wisconsin, Vermont, Virgínia

Vitória de McCain: Alabama, Arkansas, Carolina do Sul, Dakota do Norte, Georgia, Kansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Nebraska (3 de 5 votos), Oklahoma, Tennessee, Wyoming, Virgínia Ocidental

MSNBC

Vitória de Obama: Connecticut, Delaware, Illinois, Iowa, Maryland, Massachusetts, Maine, Michigan, Minnesota, New Hampshire, Nova Jérsei, Nova York, Novo México, Ohio, Pensilvania, Wisconsin, Vermont

Vitória de McCain: Alabama, Arkansas, Carolina do Sul, Dakota do Norte, Georgia, Kansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Oklahoma, Tennessee, Texas, Utah, Wyoming, Virgínia Ocidental

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

EUA: Terra acompanha eleição presidencial nesta terça-feira

sábado, 18 de outubro de 2008

Eleições Americanas: Votação com misto de modernidade e arcaico

Americanos testam novas tecnologias de votação eletrônica

Apuração na eleição dos EUA é atrasada se comparada com a do Brasil.
Mas especialistas prometem avanços já nas eleições deste ano.

Da Reuters, em Los Angeles


Foto: Reuters
Reuters
Eleitora americana usa urna eletrônica em eleição local em Denver, Colorado, em foto de 2006. (Foto: Reuters)

Na Califórnia, berço da indústria dos computadores, a maioria dos eleitores ainda usará papel e caneta para votar na eleição do dia 4. Enquanto isso, em lugares remotos, como a Amazônia e o Himalaia, eleitores brasileiros e indianos já estão habituados às urnas eletrônicas.

Em 2000, problemas na perfuração de cédulas da Flórida atrasaram em 35 dias o polêmico resultado da eleição que levou George W. Bush à Casa Branca. Para efeito de comparação, na última eleição presidencial brasileira, em 2006, os 130 milhões de votos foram apurados em cerca de 150 minutos.

Embora as eleições norte-americanas ainda pareçam incrivelmente atrasadas, especialistas dizem que desta vez o sistema será mais seguro e confiável do que em 2000 e 2004.

"Retiramos as cédulas perfuráveis, que se mostraram um jeito ruim de votar", disse Charles Stewart, chefe do departamento de Ciência Política do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e membro do Projeto de Tecnologia Eleitoral Caltech/MIT.

"Estamos também a ponto de aposentar as máquinas mecânicas com alavancas, que tampouco são uma forma muito boa de votar. Os eleitores que usam essas duas tecnologias eram 40 a 50 por cento do eleitorado em 2000", disse. Nos EUA, ao contrário do Brasil, não existe um sistema único de votação --cada Estado ou condado define o seu.

A bagunça com as cédulas perfuráveis em 2000 provocou uma corrida para as urnas eletrônicas, mas problemas técnicos e de segurança em 2004 afetaram a reputação dessa nova tecnologia.

Alguns Estados e condados reajustaram seus sistemas eletrônicos, e neste ano condados de 24 Estados usarão urnas eletrônicas ou máquinas com alavancas. Outros, porém, desistiram da eletrônica e voltaram ao papel.

A empresa Diebold -que tem contrato para fornecer as urnas eletrônicas brasileiras- é muito criticada pela tecnologia empregada nos EUA.

No Brasil, a experiência com urnas eletrônicas começou nas eleições municipais de 1996, e nos pleitos seguintes as cédulas de papel foram gradualmente sendo eliminadas. Nos próximos 5 a 10 anos, Tribunal Superior Eleitoral pretende adotar recursos para o reconhecimento facial dos eleitores, para diminuir fraudes e eliminar ao máximo a intervenção humana.

"Tínhamos um processo eleitoral demorado e fraudulento, totalmente não-confiável, e essa foi a principal motivação para o nosso grande investimento nesta área", disse Giuseppe Janino, diretor de tecnologia do TSE.


O Brasil costuma ceder urnas eletrônicas e seu conhecimento a outros países, mas não pretende vender as máquinas. E os EUA, segundo Janino, não pediram ajuda ao Brasil.


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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Viagem internacional não melhorou confiança em Obama, diz pesquisa

Reuters

De acordo com o 'USA Today', maioria acha democrata melhor lidando com outros países.

Seis em cada dez republicanos acreditam que cobertura da viagem foi injustamente positiva.
Da Reuters, em Washington
Foto: Reuters
Reuters
Barack Obama, provável candidato democrata à Presidência dos EUA, saúda a multidão com a Coluna da Vitória ao fundo, antes de discursar na quinta-feira passada em Berlim (Foto: Reuters)

A badalada viagem do candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, ao exterior aparentemente não aumentou a confiança do eleitorado em sua capacidade de presidir os EUA -- na verdade, pode até ter dado ânimo aos seguidores do republicano John McCain, segundo pesquisa USA Today/Gallup publicada nesta terça-feira (29).

O levantamento com 1.007 adultos, feito entre sexta e domingo, mostrou um aumento no provável eleitorado republicano em comparação há um mês, e uma profunda divisão do país quanto a um cronograma para retirar as tropas do Iraque.

A vantagem de Obama sobre McCain entre os eleitores registrados, que era de 6 pontos percentuais em junho, caiu para 3 (47% a 44%). Entre os eleitores que dizem ter a intenção de efetivamente votar em novembro, McCain agora vence por 49% a 45%, revertendo a vantagem de 5 pontos que Obama tinha no mês passado.

Essas vantagens estão dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 4 pontos percentuais, o que indica empate técnico.

De acordo com o "USA Today", a maioria dos entrevistados acha que Obama se sairia melhor do que McCain lidando com os outros países.


Mas 41% não o consideram preparado para ser o comandante-chefe das forças norte-americanas -- número praticamente igual aos 40% de junho, antes que Obama passasse 10 dias na Europa e no Oriente Médio para demonstrar suas credenciais diplomáticas.

A viagem dele foi elogiada por 35% dos entrevistados e criticada por cerca de 25%. Outros 38% disseram não ter opinião a respeito.

Seis em cada dez republicanos acham que a viagem mereceu uma cobertura "injustamente positiva" da imprensa.

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McCain é muito mais intervencionista que Bush, diz biógrafo

Segundo ele, McCain acredita na ideologia dos EUA como império global e polícia do mundo.
Pesquisador Matt Welch diz que candidato republicano é diferente do presidente.
Daniel Buarque Do G1,

Acusado de ser uma cópia a George W. Bush por Barack Obama, seu rival democrata, o candidato republicano John McCain é um político diferente do atual presidente dos Estados Unidos, segundo o autor de sua biografia política, Matt Welch. Diferente “para o bem e para o mal”, disse Welch em entrevista exclusiva ao G1, por telefone.

Foto: AFP
AFP
O candidato republicano à Presidência dos EUa, John McCain (Foto: AFP)

“Para o mal”, segundo ele, porque é um político “muito, muito, muito mais intervencionista de que Bush jamais foi”, em relação à política externa. Para Welch, McCain acredita que os Estados Unidos têm que reforçar seu papel de império global, polícia do mundo, mesmo que precise continuar com a doutrina de guerras preventivas.
“Para o bem”, porque se trata de um unificador, capaz de trabalhar junto com adversários políticos para atacar problemas que considera reais, como o aquecimento global, que foi ignorado pelo governo Bush.
Autor de “McCain – the myth of a maverick” (McCain - o mito de um dissidente, não publicado no Brasil), Welch diz simpatizar com a personalidade de McCain, mas admite que não vai votar nele por “discordar politicamente”. Segundo ele, McCain tem, sim, chances reais de vencer as eleições, mas teria ainda mais, se os Estados Unidos fossem atacados por terroristas até novembro.
G1 – O candidato democrata Barack Obama tem se referido à candidatura de John McCain como o terceiro mandato de George W. Bush. Pode-se dizer que Bush e McCain são iguais?
Matt Welch –
Não, e Obama tem usado esta expressão justamente por que é um ataque violento contra McCain, que “tira sangue” dele. A população norte-americana está tão cansada de Bush e do Partido Republicano, que esta comparação pesa fortemente contra ele.

Foto: Divulgação
Divulgação
A capa do livro escrito por Matt Welch (Foto: Divulgação)

Na verdade, McCain é diferente de Bush, para o bem e para o mal. Em relação à política externa, que tem sido um dos assuntos mais importantes da atual campanha, McCain é muito, muito, muito mais intervencionista de que Bush jamais foi.

Em 1999, McCain disputou a candidatura republicana com Bush, e ele era a escolha preferida dos neoconservadores, os mesmos que tiveram uma enorme influência sobre Bush depois dos atentados de 11 de Setembro. McCain sempre foi um defensor da idéia de guerra preventiva, bem antes de ela se tornar a doutrina do governo Bush. Ele é muito mais beligerante em relação aos países que considera uma ameaça, como a Rússia, o Irã, a China. Isso faz parte da sua formação militar, que vê os Estados Unidos como um império global. Ele acredita na ideologia de que os Estados Unidos são a polícia do mundo, são responsáveis pela segurança global. Bush acabou agindo desta forma, mas nunca foi um adepto desta ideologia, como McCain. Para quem vê isso como algo negativo, McCain é diferente de Bush para pior.

Por outro lado, ele acredita em problemas urgentes que são ignorados por Bush, como o aquecimento global. Ele tem uma personalidade mais unificadora, capaz de se aproximar dos adversários políticos. Além disso, ele também pode ser descrito como um intervencionista na política interna, na economia norte-americana, o que o aproxima dos democratas.

G1 – Levando em consideração a oposição popular à atual guerra, como McCain vai lidar com esta característica intervencionista e beligerante em sua campanha?
Welch –
Ele vai fazer uma campanha ambígua. Ele já começou a insistir que é mais moderado de que Bush em relação à política externa, alegando que já esteve numa guerra e que é contra guerras, mas não vai ceder completamente.

McCain conquistou a candidatura republicana com apoio de eleitores independentes e democratas, então ele precisa se descolar dessas características bélicas, para não perder o voto dessas pessoas. Ao mesmo tempo, ele não vai deixar de lado sua personalidade totalmente. É uma postura esquizofrênica, difícil.

G1 – O senhor acha que McCain tem chances reais de vencer a eleição?
Welch –
Sim. Não apostaria numa vitória dele, mas tenho que admitir que a população norte-americana, mesmo os críticos da política externa de Bush e de McCain, confia mais na capacidade de McCain de que na de Obama em relação à guerra. Esta confiança, esta noção de sua capacidade de lidar melhor com a segurança nacional, pode ajudá-lo. Acho, entretanto, que sua maior chance de vencer é se houver um atentado terrorista nos Estados Unidos antes da eleição. Se houver algo que faça a população temer pela segurança, sua campanha será muito reforçada.

G1 – Sua campanha vai se basear nesta questão da segurança?
Welch –
Sim. Esta é uma das coisas mais interessantes da campanha que estamos começando a assistir, são dois candidatos com visões completamente diferentes sobre o Iraque e a política externa norte-americana. Vai ser uma escolha de opções muito claras, e este vai ser o principal tópico da campanha.

G1 – O presidente Bush vai ter alguma função na campanha?
Welch –
Ele deve ajudar a arrecadar fundos. Ele deve aparecer pouco ao lado de McCain, para não dar munição ao argumento de Obama de que eles são iguais. Bush é muito pouco popular neste momento, e não deve fazer nada para atrapalhar McCain.

G1 – Acha que Obama e McCain vão se respeitar, ou vai ser uma campanha dura, de ataques violentos?
Welch –
Vai ser uma campanha respeitosa. Os dois candidatos são irritantemente tranqüilos, e vão se distanciar de questões controversas. Acho que briga real vai estar entre os eleitores independentes, enquanto os dois vão se respeitar e discutir de forma clara, sem questões muito polêmicas.

G1 – Pessoalmente, o senhor simpatiza com John McCain? Pretende votar nele na eleição?
Welch –
Não vou votar nele, acho, a não ser que queira aumentar as vendas do meu livro (risos). Apesar de não apoiar sua eleição, admito que simpatizo com ele, sim, e foi por isso que decidi pesquisar sua vida política para o livro. Acho que é um verdadeiro herói norte-americano, e um personagem interessante, de características muito humanas. Discordo de muitas de suas opções políticas, mas pessoalmente acho que ele é muito interessante.

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Obama promete trabalhar em nome da paz entre Israel e palestinos

Democrata promete lutar desde o 1º dia de mandato, apesar de achar a tarefa 'difícil'.
Declaração foi feita na Jordânia, antes de visita a Israel e aos territórios palestinos.

O candidato do Partido Democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira (22) trabalhar desde seu primeiro dia de governo para garantir a assinatura de um acordo de paz entre Israel e os palestinos, mas ressaltou que essa seria uma tarefa difícil.


"O governo israelense enfrenta um momento delicado. Os palestinos estão divididos entre a Fatah e o Hamas. De forma que os dois lados teriam dificuldade para adotar as medidas corajosas capazes de garantir a paz", afirmou Obama a repórteres em Amã, antes de visitar Israel e os territórios palestinos.


O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, investigado atualmente por corrupção e ameaçado de perder o cargo, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que perdeu o controle sobre a Faixa de Gaza para o Hamas um ano atrás, deram início a negociações de paz em novembro.


Os dois fixaram a meta de atingir um acordo sobre a criação de um Estado palestino antes de o presidente dos EUA, George W. Bush, deixar o cargo, em janeiro. Mas as desavenças em torno da construção de assentamentos judaicos e atos violentos realizados pelos dois lados prejudicaram o processo.


"Minha meta é garantir que trabalharemos, desde o minuto seguinte ao da minha posse, para tentar encontrar formas de avançar", disse Obama, acrescentando ser irreal esperar que o presidente norte-americano "de repente estale os dedos e imponha a paz".


O candidato gerou polêmica em junho quando disse diante de um grupo lobista pró-Israel que Jerusalém deveria continuar a ser a capital indivisa de Israel --depois se corrigiu, afirmando que a questão precisava ser negociada pelos envolvidos.


Obama, que tenta conquistar o eleitorado judeu, disse que os EUA deveriam continuar a ser um "amigo convicto" de Israel independente de quem acabe por vencer as eleições presidenciais de novembro.

Afeganistão

A respeito do Afeganistão, o candidato descreveu a situação daquele país como "precária e urgente", dizendo ainda que a rede al-Qaeda e o Talebã planejavam realizar mais ataques contra os EUA.


"No Afeganistão e na região de fronteira com o Paquistão, a al-Qaeda e o talebã organizam uma ofensiva cada vez mais intensa contra a segurança do povo afegão e do povo paquistanês ao mesmo tempo em que planejam a realização de ataques contra os EUA", disse o candidato.


Obama realiza uma viagem internacional e, como parte dessa viagem, visitou o Afeganistão no fim de semana. O democrata descreveu esse país como a "frente central da guerra contra o terrorismo".


"Estou satisfeito com o fato de que há um consenso cada vez maior nos EUA sobre o fato de que precisamos dar mais atenção ao Afeganistão. Não deveríamos esperar mais tempo para intensificar nossos esforços", acrescentou.

Chegada a Israel

Obama chegou na terça-feira a Tel Aviv, em Israel, vindo da Jordânia. Depois de visitar Israel e Cisjordânia, onde o candidato passará a quarta-feira, Obama continuará sua viagem por três países europeus.

Na manhã desta quarta, ele deve visitar o Museu do Holocausto e depois conversar com o líder oposicionista e ex-premiê Benjamín Netanyahu.

Depois, vai se reunir com o premiê Ehud Olmert e com os ministros Tzipi Livni (Exterior) e Ehud Barak (Defesa).

Acompanhado dos ministro, ele viajará a Sderot, localidade no sul de Israel mais castigada pelo lançamento de foguetes desde a Faixa de Gaza pelas milícias palestinas.


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