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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ao assumir Obama fará diminuição de impostos

Obama promete cortar US$ 1.000 em impostos por família

Segundo presidente eleito, medida beneficiará 95% das famílias nos EUA.
'É a primeira etapa da diminuição de impostos para a classe média', disse.

Da France Presse


O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quinta-feira (8)uma redução de impostos no valor de US$ 1.000 para 95% das famílias norte-americanas, como parte de seu plano de recuperação econômica.

Foto: Jim Young / Reuters
Jim Young / Reuters
Obama chega para discurso em universidade na Virginia (Foto: Jim Young / Reuters)

Em discurso pronunciado em Fairfax (Virginia, leste dos EUA), Obama, que tomará posse em 20 de janeiro, explicou que o objetivo da redução de impostos é estimular o consumo.

Segundo ele, a medida será "a primeira etapa da diminuição de impostos para a classe média que prometi durante a campanha eleitoral, e que será incluída no próximo orçamento".

O plano de recuperação econômica preparado pela equipe de Obama pode superar os US$ 775 bilhões.

O presidente eleito também prometeu dobrar a produção de energias alternativas nos três próximos anos e melhorar a eficiência energética em 2 milhões de lares.

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"Para favorecer uma economia de energia limpa, vamos multiplicar por dois a produção de energia alternativa nos três próximos anos", afirmou.

"Vamos modernizar mais de 75% dos edifícios federais e melhorar a eficiência energética de 2 milhões de casas americanas, poupando aos consumidores e contribuintes bilhões de dólares em despesas energéticas", afirmou.

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sábado, 29 de novembro de 2008

Colômbia e Canadá assinam Tratado de Livre-Comércio

Os governos da Colômbia e Canadá assinaram, nessa sexta-feira, um Tratado de Livre-Comércio (TLC) que garante direitos aos trabalhadores e a proteção do meio ambiente em ambos os países.

O TLC foi anunciado em Lima pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, que presidiram a assinatura do acordo em um ato paralelo à Cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

Uribe manifestou que "este tipo de acordo pode superar na Colômbia a violação dos direitos humanos que vem do tráfico de drogas".

"Podemos dizer a nossos trabalhadores que eles têm uma nova fonte legal que protege seus direitos", acrescentou.

O primeiro-ministro do Canadá disse que o TLC com a Colômbia é "sólido e sem precedentes", porque os capítulos que garantem proteção aos trabalhadores e cuidados ao meio ambiente "abrem oportunidades aos exportadores, mas também apóiam os esforços da Colômbia de construir sua democracia".

Este tratado, que foi negociado por um ano, fornecerá um mercado preferencial para os exportadores colombianos, determinará um marco de transparência e segurança em investimentos, e permitirá que 97% das exportações colombianas estejam livres de tarifas no Canadá.


AP O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, (esq.) cumprimenta o premiê do Canadá, Stephen Harper, (dir.)
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, (esq.) cumprimenta o premiê do Canadá, Stephen Harper, (dir.)


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Transatlântico de luxo ancora em Dubai para virar hotel flutuante

da Associated Press, em Dubai (Emirados Árabes Unidos)

O Queen Elizabeth 2, o mais famoso transatlântico britânico de luxo, chegou hoje a Dubai para começar uma nova vida como hotel flutuante, ancorado em uma ilha artificial.

Kamran Jebreili/AP
Transatlântico Queen Elizabeth 2 deixou o Reino Unido no dia 11 para sua última viagem
Transatlântico Queen Elizabeth 2 deixou o Reino Unido no dia 11 para sua última viagem

Mais de 60 barco da Marinha e particulares, liderados pelo megaiate do governante de Dubai, recepcionaram a embarcação de 70 mil toneladas no Golfo Pérsico. No porto Rashid, o lendário navio foi recebido pela banda da polícia de Dubai, com direito a fogos de artifício.

Com 40 anos nos mares, a embarcação de 294 metros de comprimento viajou 6 milhões de milhas, carregou 2,5 milhões de passageiros e cruzou o oceano Atlântico mais de 800 vezes.

"Para o QE2, acreditamos que a vida realmente começa aos 40", brincou Manfred Ursprunger, o executivo-chefe da Nakheel, responsável pelo novo negócio. Segundo ele, serão precisos dois a três anos para adaptar o navio e transformá-lo em um hotel com dúzias de quartos, diversos restaurantes, um teatro e um spa.

Alguns dos mais famosos quartos do QE2, como The Queen's Room (O Quarto da Rainha), The Captain's Quarters (Os quartos dos Capitães) e The Bridge (A Ponte) serão preservados.

A Cunard, antiga proprietária da embarcação, a vendeu no ano passado por cerca de US$ 100 milhões (R$ 231 milhões).

Lançado em 1967, o navio entrou em operação em 1969 e tem ao menos 26 voltas ao mundo no currículo. Ele saiu de Southampton, no Reino Unido, em 11 de novembro para sua última viagem.

Mantega admite que meta de crescimento de 4% para 2009 é 'ambiciosa'

Ministro diz que governo impedirá fim do ciclo de crescimento em 2009.

Ele também afirma que o Brasil ainda enfrenta problemas de crédito.

Marcelo Cabral Do G1, em São Paulo 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na noite desta quinta-feira (27), em evento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), em São Paulo, que a meta de crescimento de 4% para o país no próximo ano é "ambiciosa, mas exeqüível". Segundo ele, o governo brasileiro está disposto a tomar medidas para "impedir que a crise aborte o ciclo de crescimento vivido pelo país".

O ministro admitiu que o país enfrenta "desafios" devido à crise internacional. De acordo com Mantega, "ainda há problemas de oferta de crédito em dólar e em real, e o custo financeiro está muito elevado". Ele diz que o governo brasileiro está atento e monitorando desdobramentos da crise para enfrentar esses problemas.

 

Entre as medidas defendidas pelo país para estimular o crescimento no ano que vem está a continuidade das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Teste de fogo

De acordo com Mantega, a solidez do sistema financeiro brasileiro foi posta à prova no auge da crise financeira, em setembro e outubro. "Enquanto no exterior vários bancos sucumbiram frente a uma das maiores crises da história, os bancos brasileiros absorveram competentemente o impacto", ressalta.

 

Segundo ele, o país possui "instituições financeiras capitalizadas, grau adequado de alavancagem e estão submetidas a regras mais rigorosas que a média internacional", ressaltou Mantega.

O ministro também lembrou que as conseqüências da crise no Brasil são menores que no resto dos países emergentes. Para ele, o país tem fundamentos sólidos e uma economia que ganhou "musculatura" com o crescimento do mercado interno nos últimos anos. "Isso indica solidez da política fiscal e dá solidez para enfrentar a crise."

 

Regulação internacional

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, presente ao mesmo evento, defendeu uma maior regulação para o funcionamento do sistema financeiro mundial. Segundo ele, os bancos "tendem a um otimismo exacerbado durante épocas de crescimento".

 

Na visão do presidente do BC, o ideal seria buscar novas regulações de provisionamento. Para ele, os bancos internacionais "não aproveitaram a época de bonança para aumentar o seu nível de capitalização", como aconteceu no Brasil.

"O Brasil fez isso. Acumulou reservas que agora podem ser usadas e recursos estão sendo liberados via compulsório", disse Meirelles, lembrando que o BC já liberou quase R$ 100 bilhões por meio de mudanças de regras no compulsório.

Segundo ele, com mais provisão, é possível diminuir os efeitos da crise. Para Meirelles, o sistema bancário brasileiro está em melhores condições que a média mundial por ter níveis de provisionamento superiores.

 

O presidente do BC disse que, em sua opinião, "a prudência compensa" e deixou como recado uma frase para os representantes dos associados da Febraban presentes ao evento: "Vamos devagar que eu estou com pressa."

 

O ano de 2008

O presidente da Febraban, Fábio Barbosa, afirmou que "enquanto 1968 foi o ano que nunca acabou, 2008 é o ano que todos querem que acabe logo". Para ele, a economia brasileira foi submetida a um "teste de estresse" por uma crise "que não é apenas financeira, mas econômica". No entanto, Barbosa disse que "tudo indica que podemos estar deixando para trás o momento mais agudo da crise".

De acordo com Barbosa, durante a turbulência os bancos nacionais "cumpriram o seu papel" e já aumentaram o nível de crédito disponível no mercado em outubro, na comparação com setembro. Segundo ele, os bancos nacionais são "sólidos e têm atuação transparente", sendo modelo de regulação bancária para o resto do mundo.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Banco do Brasil compra Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões

Anúncio foi feito por meio de fato relevante à CVM e à Bovespa.Negociações já aconteciam há meses e foram facilitadas pela MP 443.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília


O Banco do Brasil confirmou nesta quinta-feira (20), por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores de São Paulo, a aquisição do banco paulista Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões.

O pagamento será feito em dezoito parcelas mensais a partir de março de 2009 no valor, cada uma, de R$ 299,2 milhões - corrigidas pela taxa básica de juros.

"O valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa", informou o Banco do Brasil.

A venda da Nossa Caixa foi precedida por reunião entre o governador de São Paulo, José Serra, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida nesta quarta-feira (19). Ao fim do encontro, porém, o governador José Serra negou que o assunto tenha sido discutido.

Liderança

Com a compra da Nossa Caixa, o Banco do Brasil dá mais um passo para tentar retomar, no futuro, a posição nunca havia perdido de maior banco do país. O BB deixou a liderança no início de novembro com a fusão entre o Itaú e o Unibanco, que resultou na criação de um "gigante financeiro". Com a operação, o conglomerado formado pelos dois bancos privados assumiu, também, o posto de maior instituição financeira da América do Sul.

Logo após o anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisava que o BB perderia a liderança "momentaneamente" e que a instituição teria a chance de correr atrás e se recompor. "A vida é assim. Nada como um dia depois do outro. Ele [BB] terá também a chance de correr atrás e se refazer", afirmou Mantega na ocasião. A visão é compartilhada pelo presidente Lula, para quem há interesse de que o BB seja "muito maior do que qualquer banco no Brasil".

Ao concretizar a compra da Nossa Caixa, o BB soma R$ 53,4 bilhões em ativos, que já totalizavam R$ 459 bilhões antes da operação. Com isso, a instituição sobe para cerca de R$ 513 bilhões em ativos totais. Este valor já contabiliza o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Piauí (BEP) - este último adquirido recentemente.

O conglomerado formado pelo Itaú e Unibanco possui cerca de R$ 575 bilhões em ativos. mantendo a liderança. O BB também avalia, porém, a compra do Banco de Brasília (BRB) e há rumores que estaria negociando a aquisição de parte do Banco Votorantin. A instituição também tem atuado na compra de carteiras de crédito de bancos de menor porte.

Nova regra facilita negócio

A compra da Nossa Caixa foi agilizada pela edição, por parte do presidente Lula, da Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem, com menos burocracia, instituições financeiras públicas e que passou a permitir a compra de bancos privados. A medida foi anunciada em meados de outubro, antes da fusão do Itaú com o Unibanco.

O BB lembra que já estava conversando com o governo paulista sobre a compra da Nossa Caixa há vários meses, ou seja, bem antes do anúncio da fusão entre o Itaú e Unibanco. Com a MP 443, informou em outubro o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes, a compra do banco paulista teria ficado mais fácil, visão que também foi compartilhada pelo governador de São Paulo, José Serra.

Segundo explicou Aldo Mendes, do BB, quando a MP 443 foi editada em outubro, o modelo antigo [pelo qual o BB não podia fazer compras diretas de outros bancos] começou a mostrar "grande dificuldade" para a compra da Nossa Caixa e BRB, pois envolvia uma engenharia financeira complicada e pagamento em ações.

"Os vendedores [governos estaduais] não querem receber, como moeda de troca, ações de outro banco. Querem transformar esse banco em outros ativos. Em um primeiro momento caixa [dinheiro] e, em um segundo momento, investimento em seus estados", explicou Mendes naquele momento.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

PIB - Economia cearense cresce 6,3% no terceiro trimestre

O balanço positivo deve-se principalmente a agropecuária, que registrou um crescimento 28,93%



Foto:Evilazio Bezerra/O POVO
Os números referentes a julho, agosto e setembro de 2008 mostram que a economia do Estado cresceu 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O balanço positivo deve-se principalmente a agropecuária, que registrou um crescimento 28,93%. Os números foram apresentados na tarde desta quarta-feira, 19, pelo diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica (IPECE), Marcos Holanda, em entrevista coletiva.

A expectativa do Estado é que o ano feche com um crescimento de cerca de 5,4%. Os setores de indústria e serviços também tiveram bom desempenho, com crescimento de 4,57% e 4,31%, respectivamente.

A alta registrada na agropecuária deve-se ao cultivo de flores e de frutas tropicais como banana, melão, mamão e castanha de caju. Esta prática colocou o Ceará entre os maiores exportadores de flores e frutas.

A indústria da transformação seguiu a boa atuação nacional, que teve favorecimento dos mercados interno e externo. Outro destaque foi o setor de serviços, principalmente o comércio, alojamento e alimentação, áreas que recém influência do turismo.

Segundo Marcos, em 2009, o Ceará deve refletir a tendência mundial e crescer menos. Porém mostrou-se otimista, afirmando que o Estado tem condições de gastar mais para evitar uma forte queda na economia. O governo não tem altas dívidas e além disso, estão garantidos empréstimos com o Banco Mundial (US$ 240 milhões) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Redação O POVO Online

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Castanha de caju tem safra em alta no CE

Os preços do produto, no entanto, reduziram-se para R$ 0,85


A safra de castanha de caju este ano no Ceará está superando a safra de 2007 em mais que o dobro, segundo relatório da Conab, passando de 53 mil para 150 mil toneladas. Os preços do produto, no entanto, reduziram-se para R$ 0,85 e estão em um patamar que, segundo o coordenador geral do Caju Nordeste, Francisco Araripe Costa, não remuneram adequadamente o produtor. Além disso, o setor, genuinamente de exportação teme que as vendas não compensem o aumento na produtividade deste ano. Para discutir as potencialidades e os desafios da cajucultura, os produtores vão se reunir a partir de amanhã no 5o Caju Nordeste, em Beberibe.

Fonte: Jornal O Estado