Mostrando postagens com marcador Economia Internacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia Internacional. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Europa anuncia acordo para combate à crise

Bancos 'relevantes' terão ajuda contra crise.

Países vão elevar garantias de depósitos.

Do G1, em São Paulo


Foto: AP
AP
A ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, fala aos jornalistas após o encontro. (Foto: AP)

Os países da União Européia (UE) se comprometeram nesta terça-feira (7), em reunião emergencial realizada em Luxemburgo, a dar suporte aos grandes grupos financeiros para evitar uma crise generalizada, informou o vice-ministro de Finanças da Alemanha, Joerg Asmussen.

Segundo ele, a ajuda será destinada aos "bancos relevantes para o sistema". Perguntado sobre quais seriam esses bancos, Asmussen afirmou que isso teria que ser "decidido caso a caso".

Segundo a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, os ministros concordaram em coordenar suas respostas à crise financeira. "Nós concordamos em assegurar a solidez e a estabilidade de nosso sistema financeiro e adotar as medidas necessárias para atingir esse objetivo", disse ela.

Os países da UE também acertaram aumentar de 20 mil a pelo menos 50 mil euros a garantia dos depósitos nos bancos do bloco. "Os Estados estão de acordo em aumentar a proteção dos depósitos de particulares para um montante de pelo menos 50 mil euros, sabendo que vários Estados membros estão determinados a elevar essa cobertura a 100 mil euros", diz o texto divulgado.

Resposta à crise

O compromisso foi alcançado na reunião de ministros das Finanças dos 27 e tem como objetivo tranqüilizar os correntistas frente à crise financeira. Investidores temem que a economia entre em recessão. Na segunda-feira, diante do pânico que tomou conta dos mercados, dirigentes de vários países vieram a público para garantir que os depósitos feitos nos bancos estão seguros.

A intenção de Bruxelas, além de aumentar o valor mínimo assegurado por meio de uma reforma da legislação comunitária sobre a garantia de depósitos bancarios, também é reduzir o prazo de devolução de fundos no caso de dificuldades de um banco.

Injeção de recursos

Em uma tentativa de aumentar a liquidez interbancária, prejudicada pelo aumento da desconfiança entre os bancos em meio à crise, cinco bancos centrais do mundo também anunciaram nesta terça-feira o calendário das ações coordenadas de injeção de dólares nos mercados até o final do ano.


Nos Estados Unidos, as operações vão receber US$ 450 bilhões a mais do que o valor anunciado anteriormente. Somados, os recursos a serem disponibilizados pelo Fed até o final do ano devem chegar a US$ 1,35 trilhão.

O Banco Central Europeu estabeleceu também as datas dos sete leilões programados até dezembro. Os valores devem ficar entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões por operação, segundo comunicado.

Mercados

Os esforços dos países acalmam o ambiente de crise, mas não são suficientes para reverter as fortes perdas verificadas pelas bolsas na segunda-feira. Em Nova York, o Dow Jones e o Nasdaq recuam mais de 1%.

Na Europa, as principais bolsas fecharam sem direção definida. Entre os principais mercados, Londres teve alta de 0,35%, Paris subiu 0,55% e Frankfurt caiu 1,2%. Paris registrou baixa recorde na véspera, recuando mais de 9%.

No Brasil, o dia ainda é de tensão . Depois de oscilar bastante durante a manhã, o Ibovespa consolidava a baixa durante a tarde, ainda analisando o impacto das novas medidas para ajudar pequenos bancos e empresas exportadoras, anunciadas em entrevista coletiva na tarde de segunda-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Com informações da Reuters e da France Presse

Leia mais notícias de Economia e Negócios

domingo, 6 de julho de 2008

UE cogita acordo com Brasil no setor de biocombustíveis




Representantes do setor de energia da União Européia cogitaram um acordo com o Brasil sobre biocombustíveis neste sábado, ao final de uma reunião de três dias em Paris, durante a qual eles se afastaram da polêmica meta de biocombustíveis européia. Porém, alertaram que o País terá que mostrar que está combatendo o desmatamento.
» Bird culpa etanol por alta dos alimentos
» Lobão fala sobre etanol com Lula
» UE deve ter dificuldade para cumprir meta

"Tal acordo seria um teste, com critérios rígidos na sustentabilidade e nos problemas sociais", acrescentou. "Ao mesmo tempo, o Brasil teria que nos mostrar que está combatendo o desmatamento", afirmou o parlamentar da UE Claude

"Minhas análises mostram que o único país de onde podemos importar de forma sustentável, e em quantidades substanciais, combustíveis agrícolas para a UE, no momento, é o Brasil", completou.

Turmes, que está liderando a lei de energia renovável no Parlamento Europeu, vem pressionando para que as propostas dos biocombustíveis sejam revistas para evitar efeitos prejudiciais para as florestas e a biodiversidade.

Turmes revelou ontem que ele possui amplo apoio parlamentar para propor mudanças na meta do UE, passando este para 4%, além de reduzir seu prazo para 2015.

Um quinto dos combustíveis de fontes renováveis precisará ser de uma segunda geração de biocombustíveis ou veículos elétricos, e haverá uma grande revisão em 2015 para decidir se é necessário aumentar a meta para 8 ou 10% até 2020, acrescentou ele.

Um relatório da Agência Européia de Meio Ambiente mostrou que a UE pode conseguir apenas um terço da sua meta com biocombustíveis produzidos na Europa, tendo que recorrer à importação para atender seu objetivo.

A França, que tomou posse da Presidência rotativa da UE nesta semana, anunciou as mudanças climáticas como uma prioridade.

Meta

Apesar de não terem realizado propostas de mudanças concretas para a legislação de biocombustível, os ministros afirmam que a UE falhou em comunicar apropriadamente seus planos para fazer com que 10% do combustível dos transportes terrestres venham de fontes renováveis, como os biocombustíveis, até 2020.

O ministro do Meio Ambiente francês, Jean-Louis Borloo, disse que muitas pessoas entenderam erroneamente que a meta significaria 10% apenas de biocombustíveis.

Borloo afirmou que a UE deixou claro que a meta também inclui veículos elétricos recarregáveis, usando eletricidade verde ou alimentados por hidrogênio - tecnologia em desenvolvimento que apesar de não poder ser utilizada nos dias de hoje pode ter um papel fundamental até 2020.

Há 18 meses, os biocombustíveis pareciam uma idéia ótima, mas seu valor agora não parece mais tão claro, acrescentou o ministro.

Ao se distanciar dos biocombustíveis, os ministros esperam dissipar as crescentes críticas de que a meta está contribuindo para o desmatamento e está ajudando a pressionar os preços dos alimentos - já que parte crescente da produção agrícola é usada para produzir biocombustíveis em vez de alimentos.

"Nós precisamos decidir se a meta pode ser mantida", afirmou o secretário de Estado alemão, Jochen Homann. "Ela pode ser modificada.".

A França e a Itália também questionaram a meta nas últimas semanas, e a Inglaterra está avaliando um limite próprio, baseado nas metas da UE.

Borloo afirmou ainda que há amplo apoio à sugestão de Turmes, que afirmou que a União Européia deveria realizar um acordo bilateral com o Brasil para importar biocombustíveis.

Fonte: Terra