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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Câmara dos EUA aprova pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões

Plano ainda deve receber aval do Senado antes de ser enviado a Obama.Placar foi de 246 votos a favor e 183 contrários.

Do G1, em São Paulo

O presidente Barack Obama discursa nesta sexta: defesa da aprovação rápida do pacote. (Foto: France Presse)

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta sexta-feira (13) o pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões proposto pelo presidente Barack Obama.

Agora, falta apenas a aprovação do Senado para que o projeto possa ser enviado para a promulgação do presidente, e a expectativa é que essa votação ocorra ainda nesta sexta. Obama pediu que o pacote esteja sobre a sua mesa antes do feriado do Dia do Presidente, na próxima segunda-feira (dia 16).

O placar da votação foi de 246 votos a favor e 183 contrários, sendo que nenhum republicano endossou a medida. Na quarta-feira, legisladores dos EUA haviam dito que líderes de ambos os partidos haviam chegado a um consenso para aprovação do plano nas duas casas, mas falavam em um número um pouco superior, de US$ 789 bilhões.

"Espero que funcione, mas tenho dúvidas. Então, vou votar 'não'", justificou John Boehner, líder da minoria republicana, antes da votação.

Cortes

O novo acordo inclui cortes, uma vez que o valor do pacote era de US$ 838 bilhões quando aprovado no Senado, na terça-feira (10). Mais de um terço do valor é constituído de deduções fiscais, cerca de US$ 286 bilhões, e o restante inclui gastos em infraestrutura, saúde, ciência e tecnologia, assim como educação e energias alternativas.

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Na estimativa dos congressistas, os US$ 787 bilhões devem contribuir para gerar ou proteger 3,5 milhões de empregos nos EUA, retirando o país da recessão que começou há 16 meses.

O presidente Obama disse na última quarta que a finalização urgente do plano no Congresso era urgente para a economia do país. "Fazer esse plano entrar em vigor é ao mesmo tempo urgente e essencial", declarou Obama em viagem a Springfield (Virgínia, leste), próximo a Washington.

Plano imobiliário

Também nesta sexta, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama apresentará na próxima quarta-feira um plano contra as execuções de imóveis hipotecados.
Na terça-feira passada, o secretário do Tesouro, Tim Geithner, anunciou que o Estado americano dedicaria US$ 50 bilhões para favorecer a renegociação de empréstimos para a compra de casas que seus detentores não conseguiram pagar, para que possam conservar seus lares.
O número de execuções de hipotecas recuou 10% em janeiro, em relação a dezembro, mas ainda é superior a 18% ao percentual registrado em janeiro de 2008, informa o escritório especializado RealtyTrac.

(Com informações de Valor Online e Reuters)

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

União Européia decide acabar com suas sanções contra Cuba

Objetivo da Europa é estimular as reformas do presidente Raúl Castro na ilha.
Medida cria atrito com os EUA, que já disseram que não é hora de levantar embargo.
A União Européia decidiu nesta quinta-feira (19) eliminar suas sanções contra Cuba, disse a comissária de Relações Exteriores do bloco, Benita Ferrero-Waldner.
"As sanções cubanas serão levantadas", disse ela a jornalistas após um encontro de ministros do Exterior do bloco de 27 países chegar a um acordo em um jantar em Bruxelas. A informação foi confirmada por outros chanceleres do bloco.
A decisão tem como objetivo estimular mais reformas por parte do presidente Raúl Castro, que assumiu o cargo após o afastamento do irmão dele, Fidel, em 24 de fevereiro. A idéia do bloco europeu, segundo esboço do projeto obtido pela agência Reuters, é facilitar um processo de diálogo político "recíproco, incondicional, não-discriminatório e voltado a obter resultados".
Ferrero-Waldner disse, no entanto, que, em contrapartida, a Europa vai insistir para que a ilha avance nas questões dos direitos humanos e da prisão de dissidentes.
O projeto incluiria a exigência da libertação imediata de todos os presos políticos, da adesão de Cuba a todos os tratados das Nações Unidas sobre direitos humanos e da permissão de acesso de entidades de direitos humanos às prisões cubanas.
Existem cerca de 230 prisioneiros políticos em Cuba, segundo a Comissão Cubana para os Direitos Humanos.


Segundo fontes da União Européia, o fim das sanções tem validade de um ano e será revisto depois desse período, e as negociações devem continuar depois disso.
EUA são contrários
A decisão européia de acabar com as sanções foi tomada apesar dos pedidos dos EUA para que o mundo "endureça" com o regime cubano.
"Nós certamente não enxergamos (em Cuba) nenhum rompimento fundamental com a ditadura de Castro que nos dê razão para acreditar que agora é a hora de levantar as sanções", disse o porta-voz do departamento norte-americano de Estado. "Nós não vamos apoiar a União Européia ou qualquer um que queira suavizar as restrições agora."
As medidas da UE haviam sido impostas depois de ações contra os dissidentes em 2003 e incluiem o congelamento das visitas de autoridades de alto nível. Elas haviam sido suspensas em 2005.
Diferentemente do embargo norte-americano que vigora desde 1962, as sanções européias não impediam comércio e investimentos.
A suspensão das medidas coercitivas impostas em 2003 era um ponto defendido pela maioria dos países da União Européia. A Espanha liderou o movimento para levantar as sanções, mas encontrou resistência dos membros ex-comunistas do bloco, como a República Tcheca.
Fonte:G1.Globo