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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Volei, seleção tem prova de fogo - Brasil pega China pelas quartas

Seleção masculina de vôlei encara a China em busca da vaga na semifinal


Giba, abraçado aos companheiros, diz que uma nova competição começa agora nas Olimpíadas

Após uma jornada que incluiu a derrota na Liga Mundial, um bate-boca no treino e um tropeço na primeira fase dos Jogos de Pequim, a seleção masculina de vôlei não tem mais o direito de errar. A partir desta quarta-feira, às 9h (de Brasília), perder significa arrumar as malas e dar adeus ao sonho do título. Líder do grupo B, o time de Bernardinho encara a China, dona da casa, de olho na vaga nas semifinais. A TV Globo e o SporTV transmitem a partida das quartas-de-final ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

Confira a tabela da fase final do vôlei masculino nas Olimpíadas de Pequim

- Esperamos estar na nossa melhor forma para entrar na briga por medalhas. Chegou a hora da verdade, em que não é permitido falhar. Todos os adversários são praticamente iguais e o nível será muito forte em todas as partidas - avalia o treinador.

O Brasil terminou a fase classificatória como líder do grupo B e agora enfrenta o quarto colocado do A. Até agora, a campanha inclui quatro vitórias e uma derrota - justamente para a Rússia, que já tinha sido algoz da equipe verde-amarela na Liga Mundial, no Rio de Janeiro. O capitão Giba, no entanto, quer deixar os problemas no passado.

- Agora começa outra competição. Uma competição mais difícil, pois quem perder vai embora para casa. Uma vitória nos coloca na semifinal, na disputa por medalhas. A experiência que esse grupo adquiriu ao longo dos anos pode e vai fazer muita diferença - diz Giba em seu blog.

Outros jogos das quartas-de-final

Antes de Brasil e China, duas partidas abrem as quartas-de-final dos Jogos Olímpicos de Pequim. Bulgária e Rússia duelam ainda nesta terça-feira, às 23h (de Brasília). Em seguida, Itália e Polônia se enfrentam à 1h. Para encerrar a fase, depois do jogo da seleção brasileira, Estados Unidos e Servia entram em ação às 11h.

Confira o quadro de medalhas

Confira a programação e os resultados do dia

GLOBOESPORTE.COM Pequim

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Alvo de piadas ao testar maiô, engenheiro da Nasa ri por último nas Olimpíadas

Steve Wilkinson fez parte da equipe que criou o polêmico LZR Racer.
Maiô supermoderno promete mais velocidade aos nadadores de elite.
Marília Juste Do G1, em São Paulo

Foto: Speedo/Divulgação
Speedo/Divulgação
O recordista Michael Phelps fez parte da equipe que testou o maiô (Foto: Speedo/Divulgação)

Engenheiro da mais importante agência espacial do mundo, a Nasa, o americano Steve Wilkinson cansou de ouvir as piadinhas dos colegas em relação ao seu último projeto: o desenvolvimento dos maiôs LZR Racer para nadadores de elite. Agora, ao ver atletas vestindo sua criação batendo recordes atrás de recordes, ele parece tranqüilo. Este seu trabalho pode não estar indo ao espaço, mas com certeza já faz história – e polêmica.

Entenda como funciona o supermaiô

Quando entrou na Nasa há 30 anos, Wilkinson admite que jamais pensou que um dia estaria testando tecido para maiôs. Longe de ser um entusiasta da natação, ele estava mais acostumado a testar o desempenho de aviões e barcos nos túneis de vento de altíssima tecnologia do Centro de Pesquisa Langley, da agência espacial americana.

Isso até a Warnaco Inc, da marca Speedo, pedir a ajuda da Nasa para testar uma série de tecidos, em busca de algo para revolucionar a natação. E conseguiu. Wilkinson e sua equipe testaram cerca de 60 malhas diferentes até chegar na que tinha a menor resistência à água. O conceito é o mesmo que faz aviões irem mais rápido. Quanto menos resistência, mais velocidade. Era o surgimento do que foi chamado de "supermaiô espacial".

Foto: NASA/Sean Smith
NASA/Sean Smith
Steve Wilkinson com os tecidos que testou na Nasa (Foto: NASA/Sean Smith)

De lá para cá, muita gente se envolveu no projeto – inclusive o grande campeão das Olimpíadas de Pequim, Michael Phelps, e a medalhista olímpica Natalie Coughlin.

Mas, no fundo, para Wilkison, seu trabalho era a mais pura física. “Este é um local de pesquisa básica. Procuramos os conceitos para reduzir o arrasto em superfícies lisas. Isto é mais direcionado à física básica”, disse o engenheiro em nota.
Quando foi lançado, em janeiro, o maiô causou polêmica. Muitos esportistas acreditavam que ele dava uma vantagem injusta aos patrocinados pela Speedo. Nada que tenha impedido uma longa fila de nadadores de se acotovelar pelo LZR Racer quando foi distribuído aos competidores em Pequim.
O resultado? Além de fazer história esportiva, o LZR Racer colocou um engenheiro aerospacial, sempre mais preocupado com números de naves do que com os de esportes olímpicos, para assistir a competições de natação torcendo como se aquele recorde mundial a ser batido fosse também dele. Para muitos, talvez seja.

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domingo, 17 de agosto de 2008

Nas Olimpíadas de Pequim hoje foi um dia de muitas vitórias e derrotas para o Brasil


Vôlei

A muralha verde-amarela na China

Meninas atropelam Itália e passam às quartas


Vôlei de praia

Renata e Talita dão show e vão às semis

Dupla vence australianas e vai pegar Walsh e May


Natação

Cielo é 'atacado' por chineses

Em visita a Templo do Céu, medalhista de ouro sofre com assédio dos fãs e já imagina o carinho no Brasil


Tênis

Novo número 1 do mundo ganha o ouro

Espanhol Rafael Nadal bate Fernando González e é campeão olímpico


Basquete

Brasil bate Bielorrússia na despedida

Atletismo

Jadel Gregório faz sua estréia no Ninho

Tempo Real

Acompanhe as provas de hoje no atletismo





Supergalerias de Pequim

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sábado, 16 de agosto de 2008

César Cielo é ouro nos 50m livre e faz história na piscina do Cubo d'Água

Brasileiro conquista a primeira medalha dourada do país na natação

André Amaral e Thiago Lavinas Pequim

César Cielo Filho, touca cinza e óculos nas mãos, esperava na sala de aquecimento quando aquele sujeito de tronco desproporcional veio caminhando na sua direção de agasalho e medalha no peito.

- Tá vendo isso aqui? - disse Michael Phelps - Foi por um centésimo.

“Isso aqui”, no caso, era a medalha de ouro, a sétima de Phelps em Pequim, 13ª da carreira olímpica do fenômeno americano. Exatamente 13 medalhas de ouros a mais do que o Brasil tinha em 68 anos de natação nos Jogos.

AP/Agência

César Cielo garantiu a primeira medalha de ouro olímpica da história da natação brasileira

César Cielo chegou à raia quatro com o peso de um país nas costas. O maiô grudadíssimo no corpo, o nervosismo diluído em tapas. O muito doido Césão ganharia ou perderia em frações. Os outros nadadores, todos, tocaram na água da piscina. Ele não. Estava absolutamente concentrado.

- Você pode ganhar por um centésimo. Ou perder por um centésimo - disse Michael Phelps.

O Brasil é capaz de comemorar décimos lugares, de beijar com ênfase medalhas de bronze. E não é por acaso. Entre o Oiapoque e o Chuí, ouro é minério olímpico escasso. Até ontem eram apenas 17 as medalhas douradas em verde-e-amarelo - desde a primeira, conquistada por Guilherme Paraense no tiro, em 1932. A número 18 estava por vir. Rápido. Muito rápido.

Foram 34 braçadas. Nenhuma respiração. Nos primeiros metros, Cielo pareceu estar atrás dos franceses Alain Bernard e Amaury Leveaux. No meio da prova, na eternidade daqueles dez segundos iniciais, era impossível dizer quem liderava. Seria Eamon Sullivan, o recordista mundial australiano? Ou o sul-africano Roland Schoeman?

O Cubo d'Água viu neste sábado a primeira medalha de ouro na história da natação brasileira

Aquele mar de potentes braçadas e pernas batendo... misturava espuma e angústia. Nas arquibancadas, CÉSÃO se angustiava. CÉSÃO era, na verdade, uma fila de cinco pessoas formando um acróstico humano e elétrico. O “C”, ou César Cielo pai abraçava o “E”, Flávia, mãe, que balbuciava.

- Vai, vai...

O S (Raísa, amiga da família), o à (Matheus, outro amigo) e o O, a irmã Fernanda... se comprimiam. Os últimos metros estavam ali da piscina, logo à frente do CÉSÃO humano. A uns doze metros do fim, Cielo botou um braço na frente. A câmera subaquática captou num ângulo fugaz os dentes dentro de sua imensa boca aberta. Foi como se mostrasse o apetite olímpico do país inteiro.

Cielo estava realmente na frente. A fração de liderança empurrou o berro de torcedores, locutores, tantas gargantas país afora. Faltavam dois metros, um. Veio a trigésima-quarta braçada. Cielo bateu. Uma fração curtíssima precedeu a confirmação eletrônica. O Brasil era campeão olímpico numa piscina. Pela primeira vez.

Parecia improvável. Cielo arregalou os olhos dentro dos óculos e olhou para o placar. Viu o número 1 ao lado de seu nome. Vinte e um segundos e trinta centésimos - novo recorde olímpico. Em segundo lugar chegou Leveaux, quinze centésimos atrás (21s45). Em terceiro, Bernard (21s49). O oitavo colocado, o sueco Stefan Nystrand, cravou 21s72, 42 centésimos atrás de Cielo, menos de meio segundo, um piscar de olhos.

O brasileiro berrou. Afundou. Emergiu num grito. Sentou numa das bóias que marcava a raia. Afundou de novo. Sentou na outra, ergueu os dois braços e flexionou os bíceps qual incrível Hulk ou Phelps. Submergiu mais uma vez. Voltou à superfície cuspindo água... e começou a chorar. Seriam as primeiras lágrimas do dia.

Devagar ele saiu da piscina, ainda meio incrédulo e muito mais leve. Andava devagar, meio grogue, como se não acreditasse. Ao lado da piscina, a primeira entrevista para o repórter da TV Globo, Marcos Uchoa.

- Foi a melhor prova da minha vida. O melhor dia da minha vida.

Confira a supergaleria com as imagens do primeiro ouro do Brasil

Novas lágrimas. O segundo choro. Cielo deixou Uchoa e caminhou, algo atordoado, para o vestiário. Vinte minutos mais tarde, ele voltou, recomposto. Esboçou um sorriso. Caminhou firme até o pódio. Viu Alain Bernard receber seu bronze. Amaury Leveaux sorrir com a prata. E então subiu ao degrau mais alto. Recebeu o beijo e o buquê de flores do presidente da Confederação brasileira, Coaracy Nunes. As emoções pareciam sob controle.

Acenou, cruzou as mãos atrás do corpo, respirou fundo. Os acordes do hino brasileiro ecoaram pela primeira vez no Cubo D’Água. Cielo sorriu... ensaiou um “às margens plácidas”... mas no terceiro verso já estava chorando. E chorando copiosamente, emocionando a arquibancada e os dois sorridentes franceses ao seu lado. A cena comoveu o público. Começaram os aplausos. Que ficaram cada vez mais altos. Talvez vissem ali o choro de um garoto, e não o peso de um país nas costas, um país tão carente de medalhas - ou de medalhas de ouro em especial.

O brasileiro chora ao lado de Alain Bernard

O terceiro choro de Cielo se estendeu até depois do hino. Ele deixou o pódio entre abraços, a realidade começando a descer de vez sobre seus ombros. Ele vai até perto da arquibancada e joga as flores que acabara de ganhar para a mãe Flávia. Flores que ela não largou mais. Ele era campeão olímpico, os anos de treino em água gelada, as competições infindas, as dores... tudo tinha valido a pena.


O Cubo d’Água sofreu uma invasão brasileira. Alguns nadadores da delegação quebraram o protocolo. Cercaram Cielo. Abraçaram Cielo.

- Césão, Césão, Césão!

Gustavo Borges, maior nadador brasileiro até então, invadiu junto. Abraçou longamente o vencedor. De repente, um celular.

- Cielo, é pra você.

Do outro lado da linha, outro presidente. O presidente da república. Cielo disse um alô assustado. Olhou para a arquibancada. Pegou uma bandeira do Brasil e pôs simbolicamente nas costas. Seu mundo tinha mudado em 21 segundos e 30 centésimos. O mundo da natação no Brasil tinha mudado em 21 segundos e 30 centésimos. A medalha de ouro brasileira em Pequim tinha deixado de ser um sonho. Em 21 segundos e trinta centésimos.

Cielo ainda choraria mais duas vezes. A quarta na entrevista coletiva. A quinta - uma hora e meia depois da prova, ao encontrar a família. O primeiro abraço foi no pai. O segundo, na mãe, durou longos 30 segundos. E terminou em lágrimas. Flávia tocou no rosto do filho. E o abraçou de novo, segurando ainda as flores que ganhara após a cerimônia. E então, alguém perguntou:

- Cadê a medalha?

E César Cielo, então, exibiu o ouro que levava para casa.


Conquistas da natação brasileira em Jogos Olímpicos


Com o inédito ouro, a natação brasileira soma 11 medalhas olímpicas. O país tem agora um ouro, três pratas e sete bronzes. Em Atenas 2004, a natação brasileira não conquistou nenhuma medalha. A última conquista, um bronze, foi em Sydney 2000 no revezamento 4x100m livre masculino. Tetsuo Okamoto garantiu a primeira medalha olímpica brasileira com um bronze nos 1500m livre nas Olimpíadas de Helsinki, em 1953. As mulheres ainda não foram ao pódio.

Confira a classificação final da prova!

1) Cesar Cielo (BRA) 21s30
2) Amaury Leveaux (FRA) 21s45
3) Alain Bernard (FRA) 21s49
4) Ashley Callus (AUS) 21s62
5) Ben Wildman-Tobriner (EUA) 21s64
6) Eamon Sullivan (AUS) 21s65
7) Roland Schoeman (AFS) 21s67
8) Stefan Nystrand (SUE) 21S72

Antes mesmo de Pequim, César Cielo já acreditava na possibilidade de garantir a medalha de ouro.

Confira a programação da natação neste sábado

Confira o quadro de medalhas da modalidade

Confira o quadro geral de medalhas

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Fotos de Pequim


Brasil quase surpreende vice-campeões mundiais, mas acaba derrotado

Seleção masculina joga bem, mas não resiste à Polôna e perde por 28 a 25

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Tupã observa ataque polonês na derrota brasileira: time teve a melhor atuação em Pequim

Em sua melhor atuação em Pequim, a seleção masculina de handebol do Brasil esteve à frente do placar durante boa parte da partida, mas acabou derrotada pela Polônia por 28 a 25. A equipe segue sem vitória nas Olimpíadas e busca a vaga para as quartas-de-final nos próximos jogos. Na sexta-feira, ás 22h, será diante da fraca China. O último, no domingo, às 23h45m, contra a Espanha, quarta colocada do Mundial e que nestes Jogos derrotou justamente os poloneses, por 30 a 29.
Diante dos vice-campeões mundiais, o Brasil atuava de igual para igual. Aos 17 minutos chegou à liderança do placar - 7 a 6 - e ampliou para 10 a 7. Nos minutos finais da primeira etapa, o jogo ganhou em velocidade. Zeba torceu o tornozelo sozinho e saiu da partida. A Polônia empatou em 14 a 14, mas antes do final da etapa, o Brasil fez mais um gol.
A segunda etapa começou com grandes defesas de Maik. A retaguarda brasileira também estava bem postada e evitava as investidas polonesas. Com 11 minutos, Bruno Souza fez 19 a 15, a maior vantagem brasileira no jogo. Após pressionar bastante, a Polônia empatou aos 17 minutos – 20 a 20. Aos 20, a virada polonesa – 23 a 22, no momento em que Bruno cumpria exclusão de dois minutos. O Brasil pecava nas conclusões e os europeus mostravam a força de seu banco para manter o ritmo chegar à vitória.

Borges foi o artilheiro da partida com sete gols. Do lado polonês, Tluczynski e Jurecki marcaram seis vezes.

Washington Silva vence e fica a mais uma vitória de garantir pelo menos o bronze

Como no boxe olímpico não há decisão de terceiro lugar, brasileiro, já nas quartas-de-final, precisa chegar às semifinais para levar medalha

GLOBOESPORTE.COM Pequim


Agência/Reuters

Washington Silva comemora a vitória

O pugilista Washington Silva venceu a sua segunda luta no torneio de boxe das Olimpíadas de Pequim, categoria peso meio-pesado (até 81kg). O brasileiro passou nesta quinta-feira por Bastie Samir, de Gana, por 9 a 7, resultado que o fez avançar às quartas-de-final da competição. O brasileiro vai encarar na próxima terça-feira Kenny Egan, da Irlanda, que eliminou Bahram Muzaffer, da Turquia. Se vencer a próxima luta, Washington garantirá uma medalha, já que no boxe olímpico não há disputa do bronze.

Washington Silva iniciou sem dar chances ao adversário. Arrasador, marcou quatro golpes seguidos e sofreu apenas um, terminando com boa vantagem (4 a 1). Silva foi esperto no segundo assalto. E foi mais tático também. Optou por administrar a luta, esperando o tempo passar. Cada um marcou um ponto, o que acabou sendo bom para o brasileiro.

No terceiro assalto, a luta voltou a pegar fogo. Os atletas trocaram muitos golpes. Melhor para o brasileiro que continuou com boa diferença de pontos.

Bastie tinha dois minutos para tirar a vantagem brasileira. Sem perder tempo, ele foi para cima. A torcida, empolgada, começou a gritar, estimulando a troca de golpes. No fim, apesar do susto e da pressão do adversário, Washington Silva soube segurar a vitória e a classificação para as quartas-de-final.

A pontuação

Pugilista Round 1 Round 2 Round 3 Round 4 Total
Washington Silva 4 1 2 2 9
Bastie Samir 1 1 2 3 7

Resultados da categoria peso meio-médio (até 69kg)

Non BOONJUMNONG (Tailândia) 10 x 11 Hosam ABDIN (Egito)
Carlos BANTEAUX SUAREZ (Cuba) 13 x 6 Billy Joe SAUNDERS (Reino Unido)
Toureano JOHNSON (Bahamas) 9 x 4 Olexandr STRETS'KYY (Ucrânia)
HANATI Silamu (China) 9 x 4 Joseph MULEMA (Camarões)
Bakhyt SARSEKBAYEV (Cazaquistão) x Vitalie GRUSAC (Moldávia) - Mais tarde
Jaoid CHIGUER (França) x Dilshod MAHMUDOV (Uzbequistão) - Mais tarde
Demetrius ANDRADE (Estados Unidos) x Andrey BALANOV (Rússia) - Mais tarde
John JACKSON (Ilhas Virgens) x KIM Jungjoo (Coréia do Sul) - Mais tarde

Resultados da categoria peso meio-pesado (até 81kg)

Eleider ALVAREZ (Colômbia) 5 x 6 Tony JEFFRIES (Reino Unido)
Luis Alberto GONZALEZ (Venezuela) - x KO Imre SZELLO (Hungria)
Washington SILVA (Brasil) 9 x 7 Bastie SAMIR (Gana)
Kenny EGAN (Irlanda) 10 x 2 Bahram MUZAFFER (Turquia)
ZHANG Xiaoping (China) 8 x 2 Artur BETERBIEV (Rússia)
Ramadan YASSER (Egito) 6 x 13 Abdelhafid BENCHABLA (Argélia)
Marijo SIVOLIJA-JELICA (Croácia) 1x 8 Dzhakhon KURBANOV (Tadjiquistão)
Carlos COLON (Porto Rico) 3 x 9 Yerkebulan SHYNALIYEV (Cazaquistão)

Renata e Talita vencem gregas e avançam invictas para as oitavas-de-final

Dupla garante primeiro lugar da chave F ao derrotar Karantasiou e Arvaniti

GLOBOESPORTE.COM Pequim


Renata e Talita vibram com vitória sobre gregas

Foi sofrido, mas Renata e Talita conseguiram encerrar a primeira fase invictas. As brasileiras tiveram dificuldades para driblar o forte saque de Karantasiou e Arvaniti, mas bateram as gregas por 22/20 e 21/19 e ganharam moral para as oitavas de final. Com o resultado, as brasileiras, que já estavam classificadas, terminaram a primeira etapa na liderança do grupo F, com apenas um set perdido (no jogo de estréia, contra as mexicanas Candelas e Garcia).

Agora, Renata e Talita aguardam os outros resultados da rodada para conhecerem suas adversária na próxima fase. Já as gregas, que acumularam três derrotas, deram adeus aos Jogos Olímpicos.

Gregas forçam saque e dão trabalho para brasileiras

Derrotadas nos dois outros jogos da fase de grupos, Karantasiou e Arvaniti precisavem vencer de qualquer maneira para seguir sonhando com a classificação. As gregas começaram soltas, e deram bastante trabalho para as brasileiras. Com muita força nos ataques e nos saques, as adversárias abriram dois pontos de vantagem (6 a 4) após um erro de ataque da carioca Renata. No entanto, as favoritas logo empataram com duas largadinhas de Talita que tocaram na rede e enganaram a defesa rival.

Renata forçou a mão e o Brasil conseguiu virar o jogo em 13 a 12, mas Karantasiou e Arvaniti não se deram por vencidas e conseguiram uma vantagem perigosa: 17 a 15. O jogo seguiu parelho até os últimos pontos, quando a rede deu uma "mãozinha" para o lado verde-amarelo. Com um saque de Talita que bateu na fita, a dupla do Brasil fechou em 22 a 20.
De volta à quadra, as gregas apostaram no saque de Arvaniti para equilibrar o confronto. Mas as brasileiras começaram melhores, e não se deixaram levar pela pressão das rivais. Com uma pancada de Renata no fundo de quadra e um contra-ataque cedido pelas adversárias, a dupla abriu 5 a 3. A vantagem durou até o sétimo ponto, quando Talita tentou atacar no corredor e a bola foi para fora. A atleta do Mato Grosso do Sul gritou de raiva. Arvaniti caprichou no serviço e a dupla abriu três pontos de vantagem (11 a 8).
Com o jogo em 14 a 10 para as adversárias, as brasucas voltaram a ganhar moral após um lindo rali que contou com duas grandes defesas dos dois lados e terminou com uma largadinha de Talita. Não deu outra. A dupla do Brasil correu atrás e encostou no placar. No entanto, faltava arriscar mais no saque e organizar a recepção. Por isso, com o jogo novamente empatado, desta vez em 18 a 18, Talita pediu mais atenção à sua parceira. Deu certo, e as brasileiras confirmaram o seu favoritismo e o primeiro lugar de sua chave: vitória por 21 a 19.

César Cielo é bronze nos 100m livre

Em prova emocionante, brasileiro conquista sua primeira medalha olímpica

GLOBOESPORTE.COM Pequim


Cielo comemora o bronze nos 100m livre

Na véspera da final dos 100m livre, César Cielo sonhou com o pódio olímpico. Horas mais tarde, na piscina do Cubo d'Água, o sonho transformou-se em realidade. Com uma performance excepcional, o brasileiro, de apenas 21 anos, conquistou a medalha de bronze, a primeira da sua carreira, e também do Brasil na modalidade em Pequim, em uma das provas mais tradicionais e emocionantes da natação. De quebra, estabeleceu o novo recorde sul-americano da prova (47s67). O francês Alain Bernard foi ouro com o tempo de 47s21. O australiano Eamon Sullivan foi prata (47s32), e o americano Jason Lezak fez o mesmo tempo de Cielo e também ficou com o bronze. O holandês bicampeão olímpico Pieter van den Hoogenband terminou em quinto (47s75).

- Agora vou ganhar os 50m (sua especialidade). Vou buscar essa medalha de ouro - disse o nadador de Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo, sem conter as lágrimas. A final dos 50m livre será na próxima sexta-feira, às 23h30m (horário de Brasília).

CONFIRA A GALERIA DE FOTOS DA CONQUISTA DE CIELO!

Logo nas primeiras braçadas, Cielo entrou na disputa pelo terceiro lugar e conseguiu virar os 50m nesta colocação (22s74). Com meio corpo de vantagem, o australiano Eamon Sullivan virou em primeiro em 22s48, enquanto o francês Alain Bernard já começava ameaçar a sua liderança (22s53). Nos 50m finais, Jason Lezak apertou o ritmo, mas Cielo conseguiu bater em terceiro exatamente com o mesmo tempo do americano. Já Sullivan não conseguiu segurar o francês e ficou com a prata.

- É muito bom. Parece que era para ser. Eu tinha sonhado que tinha ficado em terceiro, mas acordei e pensei: "Poxa, estou na raia oito!" - contou.

O caminho de Cielo até a medalha não foi fácil. Focado principalmente nos 50m livre - sua especialidade - o brasileiro saiu das eliminatórias sem acreditar na vaga para as finais. Ele acabou entrando apenas com o oitavo tempo (48s07). Mesmo "na marola", Cielo conseguiu entrar para a história da natação brasileira.

Editoria de Arte/Montagem

César Cielo garantiu sua primeira medalha olímpica nos 100m livre. Brasileiro ainda disputa os 50m

- É muito bom trazer essa medalha de volta para o Brasil, especialmente nessa prova, em que a gente tem tanta tradição, com o Fernando (Scherer, o Xuxa) e o Gustavo (Borges). Ver o placar lá é muito bom - disse o nadador logo após sair da piscina.

Conquistas da natação brasileira em Jogos Olímpicos

Essa foi a décima medalha olímpica do Brasil na natação. Agora, o país soma três pratas e sete bronzes. Em Atenas 2004, a natação brasileira não conquistou nenhuma medalha. A última conquista, um bronze, foi em Sydney 2000 no revezamento 4x100m livre masculino. Tetsuo Okamoto garantiu a primeira medalha olímpica brasileira com um bronze nos 1500m livre nas Olimpíadas de Helsinki, em 1953.

A natação brasileira nunca garantiu um ouro olímpico, e as mulheres ainda não subiram ao pódio.

Em jogo tenso, Brasil sofre com o saque russo e perde a primeira em Pequim

Bernardinho apela até para o lesionado Giba, mas não evita os vacilos da equipe. Agora, classificação depende de uma vitória sobre a Polônia

GLOBOESPORTE.COM Pequim


Vibração russa, decepção brasileira em Pequim

No fim de julho, Giba virou herói de videogame batendo em guerreiros chineses. Na vida real, contra os gigantes russos, a história foi bem diferente. Com dores no ombro direito, o atacante foi lançado por Bernardinho nesta quinta-feira para salvar a pátria a apenas seis pontos da derrota. Como superpoder tem limite, não houve jeito: a seleção masculina de vôlei perdeu a cabeça e o jogo. O placar de 3 sets a 1 (22/25, 26/24, 31/29 e 25/19) reflete uma atuação tensa, recheada de provocações, polêmicas de arbitragem e vacilos em momentos decisivos. Agora, resta vencer a Polônia para garantir a vaga na próxima fase.

Confira a tabela de classificação do vôlei masculino nos Jogos Olímpicos de Pequim

Enquanto a Rússia já festeja a classificação antecipada, o Brasil colocou uma pulga atrás da orelha. A vitória sobre os poloneses é o bastante para assegurar a vaga sem depender de outros resultados, mas o primeiro lugar do grupo ficou distante e depende de dois tropeços dos russos. Quatro seleções de cada grupo se classificam para as quartas-de-final. Mais que os números, no entanto, a equipe verde-amarela luta contra o desânimo.

- Perder do jeito que perdemos no terceiro set certamente deu uma desanimada. Isso não pode acontecer. O time sentiu a pressão de ser derrotado - reconheceu o técnico Bernardinho, em entrevista à TV Globo após a partida .

Primeiro set animador. E só

Ninguém esperava moleza, mas o jogo foi mais tenso do que se imaginava. Não faltavam motivos para o Brasil entrar mordido em quadra. Além de garantir logo a classificação, o duelo era a chance de revanche após a derrota em casa na disputa pelo bronze da Liga Mundial. Um dos jogadores ainda tinha motivo extra para se motivar: Marcelinho festejou na terça-feira a chegada do filho Pedro. A motivação do time, no entanto, deu lugar à apatia.

Bernardinho não conseguiu corrigir os erros do time na partida contra a Rússia

A partida começou equilibrada, com as seleções se revezando no placar. Os russos saíram na frente, mas o Brasil não permitiu que o rival abrisse vantagem. Após o primeiro tempo técnico obrigatório, um bloqueio de Dante empatou o jogo. Poltavskiy marcou, mas outro bloqueio, de André Heller, igualou o placar em 10 a 10. Com um saque de efeito do central, a seleção passou à frente pela primeira vez: 14 a 13. Na segunda parada, vantagem verde-amarela de 16 a 15.

Poupado com dores no ombro direito, Giba via tudo do banco. Murilo, seu substituto, emplacou ataques seguidos e aumentou a diferença no placar. O Brasil chegou a abrir três pontos, permitiu que os russos cortassem para um, mas acertou o bloqueio e, com um belo triplo, fechou o set inicial em 25 a 22.

Edinanci arrasa mais uma vez e está na decisão da medalha de bronze na China

Brasileira aplica três yukos e finaliza combate com ippon na adversária

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Edinanci Silva está a uma vitória da medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim. Com uma atuação impressionante, a meio-pesado (até 78 quilos) brasileira finalizou por ippon Lkhamdegd Purevjargal, da Mongólia, se garantindo na disputa pelo terceiro lugar da categoria.

Edinanci dominou o combate desde o início, e aplicou três yukos e um wazari, antes de decidir a luta com um ippon a 1m03s do fim dos cinco minutos regulamentares. Sua próxima rival será a sul-coreana Gyeongmi Jeong, medalhista de bronze no Mundial do Rio de Janeiro, no ano passado.

O triunfo sobre a judoca da Mongólia foi a terceira vitória da brasileira em Pequim. Após iniciar sua campanha com uma derrota diante da espanhola Esther San Miguel, ela se recuperou com uma vitória na primeira fase da repescagem sobre a russa Vera Moskalyuk, que lutou com o cabelo pintado de rosa.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Brasil derrota a Sérvia e garante a sua classificação às quartas das Olimpíadas

Seleção abre 12 pontos de vantagem, mas leva cesta a dois segundos do fim e agora depende de uma improvável combinação de resultados

GLOBOESPORTE.COM Pequim

O Brasil de Êga esbarrou na seleção da Letônia

Mais do que nunca, a seleção brasileira de basquete está com a corda no pescoço. Em uma partida espetacular, a equipe de Paulo Bassul perdeu para a Letônia por 79 a 78, chegou a três rodadas sem vitória e agora precisa se agarrar à calculadora para sonhar com a vaga nas quartas-de-final. Ainda que consiga o milagre da classificação, o time verde-amarelo deve cruzar com as meninas dos Estados Unidos, favoritas à medalha de ouro. O Brasil volta à quadra na sexta-feira, às 3h30m, para enfrentar a forte Rússia.

A equipe de Bassul chegou a abrir 12 pontos no primeiro quarto, mas permitiu a reação das rivais, e o duelo foi decidido na última bola. Após uma incrível cesta de três de Karen a sete segundos do fim, a Letônia respondeu com a bandeja da vitória convertida por Jekabsone-Zogota. Foi ela, por sinal, o grande destaque da partida, com 25 pontos e cinco passes.

Pela seleção brasileira, Êga anotou 16 pontos e pegou nove rebotes. Kelly também foi bem, com 15 pontos e nove rebotes. Adrianinha fez um bom trabalho na armação, com 12 pontos, sete rebotes e quatro passes. Mas não foi o suficiente para arrancar o primeiro triunfo.

Ainda que vença Rússia e Bielorrússia nas duas últimas rodadas, o Brasil precisa fazer muitas contas. Dependeria de duas vitórias improváveis da Coréia do Sul ou de um triunfo da Letônia sobre a fortíssima Austrália. Na teoria, a seleção pode até perder para as russas e ainda sonhar com a vaga. Para isso, precisaria de uma combinação quase impossível para causar um empate triplo com Bielorrússia e Letônia, decidindo a vaga no saldo de pontos.

Grazi tenta superar a defesa adversária

Início animador

O técnico mandou à quadra um quinteto com Adrianinha, Claudinha, Micaela, Êga e Kelly. O jogo começou tenso, e os primeiros pontos só saíram com quase dois minutos, graças a dois lances livres de Êga. A equipe verde-amarela chegou a abrir 18 a 7. Com a pontaria certeira de longa distância, a diferença no placar foi a 12, mas Adrianinha cometeu uma falta a oito décimos do fim, e a Letônia reduziu para 23 a 14. A própria Adrianinha quase fechou o período com uma cesta espetacular, de quadra inteira, mas a bola bateu caprichosamente no aro.

No segundo quarto, o Brasil teve uma pane, e a Letônia logo cortou a vantagem para quatro pontos. Com uma bola de três de Jekabsone-Zogota, a diferença caiu para apenas um. Após um pedido de tempo de Bassul, veio a virada anunciada, com uma bandeja fácil. Aos poucos, o Brasil se recompôs e voltou a abrir cinco pontos, fechando o quarto em 36 a 31.
Na volta do intervalo, o equilíbrio deu o tom. Jekabsone-Zogota continuava brilhando pela Letônia, mas o Brasil se manteve no jogo e fechou o terceiro período com 59 a 57.

Um desfecho de tirar o fôlego

O último quarto continuou sendo uma caçada de gato e rato. As equipes se revezavam na liderança o tempo todo. A 1m44 do fim, Micaela foi eliminada com cinco faltas e deu lugar a Claudinha. Após uma cesta de três de Kublina, Karen respondeu na mesma moeda, com um arremesso fantástico a sete segundos do fim. O Brasil ficou um ponto à frente.

Jekabsone-Zogota, no entanto, partiu para dentro e converteu um bandeja chorada para garantir a vitória com dois segundos no relógio.