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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Povos do deserto enfrentam climas severos na China

O deserto de Gobi, no norte da China, tem quase o tamanho do estado do Amazonas.
Temperatura chega a 40 graus abaixo de zero no inverno e 40 graus acima no verão.
Do G1, com informações do Fantástico

Editoria de Arte

O deserto de Gobi, no norte da China, tem quase o tamanho do estado do Amazonas e é considerado um dos desertos mais implacáveis do planeta: chega a 40 graus abaixo de zero no inverno e 40 graus acima no verão. As dunas chegam a 800 metros de altura.

Quem quer visitar o local, viaja uma parte de camelo e outra a pé - sempre pelo pico das dunas. Depois de uma hora de passeio, a vista é a imensidão de areia.

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Até o século 15, este era o último posto das caravanas. Partindo do ponto mais alto, as caravanas enfrentavam meses no deserto, de oásis em oásis, até o Afeganistão e depois rumo ao Oriente Médio. Naquela época, a China era um país fechado para os estrangeiros. Ninguém podia entrar. Só aqui, no ponto de partida da rota da seda é que os chineses tinham contato com outros povos, outras culturas, outras religiões.

Um pouco de história

Em um dos oásis, as montanhas guardam a história da chegada do budismo. Monges em peregrinação para a Índia escavaram quase 500 cavernas, decoradas com pinturas religiosas. Por aqui chegou também o islamismo. Os chineses convertidos nos primeiros tempos hoje são o povo Hui - 120 milhões, a maioria ainda ao longo da rota da seda.

As pequenas cidades oásis vivem um novo 'boom', por causa das siderúrgicas alimentadas pelo minério de ferro do Gobi. Os trens levam a produção para o Leste e deixam o contraste da indústria com a história.

Esta já foi a última fortificação militar da China. Antes do país avançar sobre a Mongólia e os territórios de Uygur, muçulmanos, a Oeste.

A muralha

O último trecho da grande muralha, seis mil quilômetros depois do começo, fica a Leste de Pequim. Através dos séculos, esta muralha não serviu apenas para manter os inimigos do lado de fora, mas também ajudou a China a se tornar um país muito fechado.

Quando a muralha foi erguida, a China era a nação mais rica do mundo, protegendo também o maior território. Lá embaixo, as vilas agrícolas vivem uma eterna luta contra o avanço do deserto. As árvores plantadas no limite tentam manter a areia fora das plantações das lavouras.

Vendo o milho crescer bonito, a senhora Wang duvida que o Gobi um dia entre na vila onde ela colhe peras no quintal. Mas a filha, que fala inglês, diz que a nova geração se prepara para partir.

A irrigação vem do rio, que depende do degelo das montanhas. Mas as geleiras vão resistir ao aquecimento global? As ruínas da muralha milenar testemunham que a ascenção e a queda dos povos no Gobi é só uma questão de tempo.
Fonte:G1.com.br

Líder das Farc está 'ferido e cercado', diz governo colombiano

Vice-presidente diz que Alfonso Cano foi atingido em confronto com militares.
Da BBC entre em contato

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O vice-presidente colombiano, Francisco Santos, disse neste domingo que o líder do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Alfonso Cano, foi ferido durante um enfrentamento com militares e estaria cercado pelo Exército.
Segundo Santos, o líder guerrilheiro teria sido ferido no braço ao ser surpreendido por uma operação militar.
De acordo com o governo colombiano, Mono Jojoy, um dos membros do Secretariado das Farc, que representa a ala militarista da guerrilha, também estaria ferido.
"Não é só Alfonso Cano, é também Mono Jojoy e todos os dirigentes das Farc, que estão sendo cercados e cujas esperanças de sobreviver são cada vez menores", disse o vice-presidente em entrevista à rádio colombiana Caracol.
Cano assumiu a chefia das Farc em março, logo depois da morte do líder e fundador do grupo, Manuel Marulanda.
De acordo com a imprensa colombiana, o líder das Farc teria sido surpreendido pelo Exército em um acampamento no estado de Tolima.
Após o enfrentamento com os militares colombianos, Cano teria sido atingido por um disparo e, de acordo com a imprensa local, foi atendido por um médico em uma escola pública da região.
O líder das Farc estaria cercado por diferentes grupos das Forças Armadas na região sul do país.

"Processo de paz"

"Por isso fazemos um chamado para que se desmobilizem, para que comecem um processo de paz", afirmou o vice-presidente.
O Secretariado das Farc disse que não negociará com o governo do presidente Álvaro Uribe.
Desde que assumiu o poder, em 2002, Uribe reforçou o combate às guerrilhas do país, com o apoio militar e financeiro do governo dos Estados Unidos, que desde 2002 financia o Plano Colômbia.
Há um mês, as Farc sofreram um duro golpe, depois que o Exército colombiano resgatou a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e outros 14 reféns do grupo mantidos em cativeiro na selva havia anos.
Esses reféns faziam parte de um grupo que as Farc pretendiam utilizar como moeda de troca para obter a libertação de cerca de 500 guerrilheiros presos.
Fonte:G1.com.br